Pirilampo azul


O Pirilampo da luz Azul
Na floresta Verde no meio de tantos insetos nasceu um Pirilampo diferente, nada se compara a sua luz, já que a luz dos outros Pirilampos emite o verde, e a luz de nosso diferente amiguinho é emitida na cor Azul.


Por ser diferente ele evitava voar junto com os outros, sentia-se envergonhado, não envergonhado por ser diferente dos outros, mas por causa da gozação que faziam sobre ele, sendo atormentado a noite toda por não combinar com as cores da floresta, seu brilho era diferente e o deixava frustrado.


Passava noites e noites tristes, a sua natureza é iluminar os caminhos difíceis da floresta e encantar mais ainda o que há de mais belo na noite.

Numa noite de lua cheia o Pirilampo da Luz Azul olhou para o céu e verificou que a lua brilhava tanto que cor prateada tinha um tom de Azul quase igual ao dele.

Pensativo ficou, várias formas de poder iluminar qualquer lugar que não fosse na floresta, mas sabia que desta floresta jamais poderia sair, ali tudo se completava para o seu habitat natural.

Os dias passaram, as noites chegaram ele sempre na sua casinha, sem vontade de voar, seus amiguinhos nem mais notavam a sua falta, talvez o tratassem daquela forma por terem inveja da sua luz comparada a luz de todos os Pirilampos.

Notou que todos aos poucos foram deitando e dormindo, época do Pirilampo hibernar, o inverno acabara de chegar.

A neve caiu, muito frio, ele sem sono, não gastara toda a tua energia e sendo assim dormia muito tanto de noite quanto de dia.

Numa manhã de profunda tristeza, já que se sentia cada vez mais só resolveu voar pela floresta sozinho.

Ao chegar à porta da casinha olhou para fora e viu a floresta toda branquinha, a neve havia se acumulado por toda parte, inclusive nas arvores.

E num estalo de espanto lembrou-se do brilho prateado da Lua, comparando-o com a imagem branca que visualizava naquele momento. Era uma imagem branca, mas sem o brilho da lua, opaca cor branca, apesar de bela.



Num impulso de defesa e surpresa alçou vôo em direção ao branco da floresta, a luz azul que era emitida por ele de forma encantada refletia no branco da neve acumulada.

Sem que ele pudesse esperar resolveu os problemas que o deixavam tristes, a luz azul agora tinha um motivo de ser, e as pessoas que andavam àquela hora sorriam de prazer ao ver a luz tão intensa de um Pirilampo diferente, e tornando a floresta diferente.


Nunca mais reclamou de nada, entendeu que cada um tem a sua cor, cada um tem o seu brilho, basta que cada um possa usa a tua cor e o teu brilho de forma adequada.

Sem desafiar ou denegrir, respeitar e amar a si próprio primeiro, para depois alçar vôos e ganhar o mundo. O Azul na neve branca, o verde na floresta noturna verde.

Foi criada então uma nova família de Pirilampos, agora os de luz de cor azul que voam no inverno cercado por neve branca.

Cada um cada um, um de luz verde outro de luz azul.

Emmanuel Almeida

3 comentários:

  1. Agradeço o espaço, honrado por estar aqui.

    Bom dia Chica

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  2. Vc escreve livros? Deveria! Parabens!

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  3. eu gostei muuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuiiiiiiiiiiiiiito dessa historia ela ensina que cada um ten seu jeito beijos do neno

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♥ ♥ ♥ Fico feliz de te ver aqui, falando comigo!beijos,chica ♥ ♥ ♥