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Não sei correr, levar tombos,
Ralar os joelhos, choramingar.
Vejo lá longe matas todas floridas,
Árvores onde cantam os passarinhos.
Desajeitado, quero subir num tronco,
Vendo nos galhos frutas para colher,
Com o desejo imenso de saboreá-las,
Tendo a certeza que serão saborosas.
Não tenho forças para alcançar um galho,
E envergonhado volto para meu mundo virtual,
Onde na sua tela aparecem algumas cenas,
Algumas ingênuas, outras até violentas.
Horas vão passando e esqueço quem sou,
Absorto num mundo criado pela tecnologia,
Sem imaginar que um dia ele se modificará,
E aí quando adulto poderei recordar a infância?
Queria correr solto no chão de terra batida,
Tendo como coadjuvante uma bola de futebol,
E com muitos amiguinhos fazendo travessuras,
Correndo adoidados e soltando gargalhadas.
Conhecer quem sabe um bezerrinho mamando,
Na teta da mãe onde sai o leite generoso,
Pois na minha mente ele já vem embalado,
É só abrir a borda da caixa e misturar no café.
Queria um dia escorregar numa suave corredeira,
Do rio que me convida a mergulhar no remanso,
E depois de refrescante banho onde vou me deliciar,
Olhar no alto e ver a cachoeira caindo mansinha.
Esse mundo das brincadeiras inocentes,
Com crianças sorrindo e correndo descalças,
Parece para mim coisas bobas do passado,
Mas quem viveu jamais dele se esquecerá.
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Oie...
ResponderExcluirComo sempre poema lindo de se ler...
Que Deus Abençoe hoje e sempre... Ameen!
Beijokassss...
Lindo poema, eu tenho o privilégio de conhecer de tudo um pouco e vivo no mundo virtual e no mais simples da natureza, as vezes sinto falta da cidade grande, das novidades e dos grandes centros, e depois me acolho na simplicidade da minha cidade e no meu sentimento.
ResponderExcluirChica. E não esquece mesmo. É uma pena vermos tantos mini adultos por aí. Criança precisa mesmo é ser criança. Beijo! Renata
ResponderExcluirNão sabe correr, pois então não corra,
ResponderExcluirpara não cair e ter de se levantar
um belo poema acabei de ler agora
de quem o escreveu, não a choramingar!
Tenha um bom dia amiga Chicha, um abraço.
Lindo poema que nos trás saudades de nossa infância. Lindo. bjsss
ResponderExcluirOi Chica,acho que todos nós gostaríamos de voltar à ser novamente crianças.rsrsrs
ResponderExcluirAdorei.
Bjs
Carmen Lúcia
Que bela poesia do Jairo! Não o conhecia e fiquei encantada! bjs,
ResponderExcluirTem coisas que marcam e ainda bem...
ResponderExcluirbjokas =)
Lindo poema!
ResponderExcluirnos faz recordar!
eu vivia com os joelhos tão ralados que nem sempre podia andar a vontade!
na hora de sair, minha mãe ia olhar os joelhos, pra saber se eu ia aguentar a caminhada do passeio. Rsrs
bjo
Zizi
Chiquinha queria aqui nesse poema vc retrata bem o que deixamos de ser .....sabe que tenho até saudade dos meus joelhos ralados rsrssr.....Bom demais
ResponderExcluirAbraços de sempre
└──●► *Rita!!
Isto é viver criança.Hoje as crianças não sabem ser criança.
ResponderExcluirFeliz poema, este!
Abração.
Oi Chica
ResponderExcluirFelizes somos nós que tivemos a oportunidade de viver tudo isso. As crianças de hoje vivem a vida dos adultos e não conhecem a felicidade de ser criança. Um poema espetacular
Beijos
Esse pra mim é o mais saudável e o melhor mundo que pode existir para um a infância cheia de boas recordações Chica! Ahhh chão de terra batida... como eu queria!
ResponderExcluirParabéns pelo poema Jairo!
Beijos grande Chica!
Infelizmente, essa infância de hoje é mesmo desse jeito. Virtual, sem riscos, com gargalhadas comedidas e fast food.
ResponderExcluirExcelente alerta, Jairo.
Beijinho para a ChiCa, muito obrigada pela sua visita durante a minha ausência.
Ruthia d'O Berço do Mundo