O PAPAGAIO PIRATA
Hull de la Fuente
Sou um papagaio forte
Eu nasci para lutar
Nos mares do Sul e Norte
E tesouros conquistar.
Sou intrépido e bonito
o mar é a minha casa
voo solto no infinito
sou um pirata que arrasa.
Só faço uma restrição
é algo que me apavora
o terrível gavião
que toda ave devora.
Por isso o meu navio
nunca aporta no Ceará
falo assim, pois não confio,
no guloso Carcará.
Sei que lá pode estar
a minha doce princesa
num coqueiro a esperar
em praias de Fortaleza.
No ombro de Dom Justino,
chefe da nossa esquadra,
o medo eu abomino
enfrento qualquer armada.
Minha língua é curupaco
curupaco, sim senhor,
é curu-pa-co, pa-paco*
falado com todo ardor.

(*) A linguagem do papagaio da minha infância, seu nome era simplesmente "Louro". Ele recitava sempre os mesmos versos que minha avó ensinou:
"Curupaco-papaco
a mulher do macaco
ela pula ela grita
ela fuma tabaco."
Hull de la Fuente

Uma poesia encantadora e muito fofa.
ResponderExcluirbjs amiga Chica e uma ótima semana.
Carmen Lúcia.
Lembranças eternas que a gente carrega.
ResponderExcluirFofa essa história.
bjokas =)
Lindas lembranças. adoro papagaios, minha infância foi ao lado de alguns que falavam e encantavam. belo poema da Hull, Bjs
ResponderExcluirOi Chica, muito legal a poesia da Hull!
ResponderExcluirAdorei esse papagaio!
Bjs Pedrinho
Que beleza de poesia, inteligente, sensível e envolvente...
ResponderExcluirE o papagaio da infância de Hull de La Fuente é igualmente esperto!
Beijos às duas com carinho!
Minha avó tinha um curupaco. Ela tinha um carinho especial por ele e por plantas diferentes. Gosto muito, Chica das lembranças da minha infância. A autora caprichou nos versinhos. Beijos! Tudo de bom!
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