♥ Passarinho... ♥







Encontrei-o no canteiro do jardim
Cantava com muito sentimento
Parava e então olhava para mim
espiando como era o meu alento .

Veio visitar-me...eu acredito
Com um cântico bem ensaiado
Mirava-me como um velho amigo
Trazendo notícias de outro lado..

Encheu de alegria meu coração
como se fosse dádiva de Deus
Alma de gente....porque não?
Vinda do azul dos céus...


♥ Juca, descuidado... ♥


Juca era um menino danado.
nada cuidava ,
tudo sempre espalhado,  num "bolo"socado!

Mamãe lhe avisava:
_Das roupas não vou mais cuidar!
Chegará o dia, que irão te faltar!

Juca não acreditava!
Afinal, mamãe era tão boazinha!
Assim, tirava do corpo e num canto largava!

Mas as mamãe resolveu uma lição nele dar!
Agora, Juca das meias não encontrava o par
 e , uma de cada cor, lhe cabia usar!

Será que Juca a lição vai aprender?
Basta colocar na pilha,
 logo a mamãe nelas vai a lavagem fazer!


chica


♥Pássaro Solitário ♥




Andando pela estrada, vou.
Final de verão, quase outono.
O silêncio grita onde estou,
De relance a relva espiono.

Sobre a haste do seco mato.
Vejo um serzinho solitário.
Parado, pensando a vida em seu recato?!
Nada! É o papa-capim enfeitando o cenário.

Aproximei-me devagarzinho.
Não poderia perder a oportunidade.
Em fotografar aquele animalzinho,
Para matar a minha curiosidade.

Ele bem comportado,
Permitiu-me a façanha,
Fiquei um pouco desconfiado,
De sua cordialidade tamanha.

O galho seco pendeu,
Como se fosse uma gangorra fugaz,
E o bichinho se prendeu,
Numa agilidade perspicaz.

Ele lá no galho ficou,
Dei curso ao meu caminho,
Saudade em mim deixou,
Aquele menino passarinho.

♥ Parabéns, Laurinha!! ♥



Logo cedo, pela manhã

Ao abrir os olhos, ainda sonolenta

Uma surpresa espera a  linda menina...

Rabinho abanando,bem ao seu modo,ternurenta,

Até a SOL, deseja felicidades pra Laurinha!!!


E, como a SOL,que é a cachorrinha da Laura, nós daqui também o fizemos e nosso modo é dizendo que desejamos tuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuudo de bom e felicidades muitas e sempre pra essa querida guriazinha!

Partabéns,Laurinha!

* O  niver da Laura é dia 23, mas daqui adiantei e ela é filha da querida Renata Diniz para quem mando os parabéns e claro, não esqueci a vovó, vovô  e até o titio que é tão presente!

beijos, chica e neno

♥ A aranhazinha que queria namorar... ♥




Elza Ghetti Zerbatto

Tinha é uma simpática aranhazinha.

Todos os insetos do jardim gostam de sua alegre companhia.

Vive sorrindo mas, ultimamente anda meio tristinha.

Quando chega o fim da tarde, recolhe-se na sua teia, e fica parada até anoitecer, observando a lua tão bela e prateada no céu.

Certo dia estava distraída demais e acabou soltando um suspiro tão longo, que a amiga joaninha veio ver o que estava acontecendo.

Rapidamente Tinha voltou á Terra assustada.

-Tinha, o que aconteceu contigo minha querida?

- Por que estás suspirando?

- Ah, joaninha querida, estou deveras triste aqui sozinha.

- Você está apaixonada Tinha. - disse a joaninha.

Meio embaraçada Tinha disfarçou, gaguejou e disse:

- Não é isso não joaninha.

- É sim amada.

- Não precisa ter vergonha só porque está apaixonada.

- Eu não estou apaixonada. - insiste Tinha.

- Está bem Tinha, não está. - diz sorrindo a joaninha.

Os dias passavam e Tinha continuava a sonhar com um aranha macho com quem pudesse namorar.

Os amigos do jardim ficavam com dó dela, mas nada podiam fazer para ajudá-la.

Um certo dia o jardineiro veio cuidar do jardim, e começou a remexer a terra.

Tirou as ervas daninhas, plantou novas plantas, e uma enorme aranha vermelha passou por sua mão.

Apesar de estar acostumado com insetos, ele se assustou e acabou jogando-a longe.

Tinha viu a cena e foi correndo ver o que acontecera, quando ficou frente a frente com a aranha vermelha.

Era uma linda aranha macho vermelha.

Os dois se olharam paralisados e depois Tinha correu.

Ele foi atrás dela para conversar.

- Ei menina qual é o seu nome?

Tímida como era respondeu em voz baixa:

-Tinha.

-Como é o seu nome?

- Tinha.

- Venha aqui Tinha vamos conversar.

Tinha sentiu seu coraçãozinho bater mais forte e quase não conseguia falar.

- Meu nome é Tinho e estou perdido aqui.

- Você pode me ajudar?

Tinha ergueu os olhinhos devagar e disse:

- Claro que posso Tinho.

- Que engraçado temos nomes parecidos.

E ambos riram do comentário.

Tinha ajudou Tinho a voltar para sua casa-teia mas, não esperava que fosse se apaixonar por ele.

E após algum tempo numa noite de lua cheia, Tinho veio com um ramalhete de flores diversas para dar a Tinha.

Ela ficou encabulada mas suspirou de alegria.

- É para você Tinha.

- Quer namorar comigo?

Tinha sentiu suas patinhas tremerem de emoção e ficou sem palavras.

Tinho se aproximou dela deu-lhe um beijo e segurou-a pela cintura.

Tinha estava tão feliz que nem sentia o chão.

Finalmente após alguns longos minutos ela respondeu:

- Quero sim Tinho.

E os dois saíram abraçados pelo jardim, resolvendo ir até a teia de Tinha, para observar a linda noite de lua cheia.

Agora Tinha só suspirava de alegria e voltou a sorrir como antes.

Seus amigos também estão mais felizes de vê-la assim.

A amiga joaninha até fez, um lindo cachecol colorido para Tinha usar no inverno.

E com o cachecol enrolado em seu pescoço e Tinho ao seu lado, Tinha está deveras feliz perto de seu amado.

Elza Ghetti Zerbatto

♥ De papo pro ar... ♥




De papo pro ar ficar,
de aprender eu iria gostar,
no corpo tem uma formiguinha,
que não me deixa quietinha.

Meu sofá anda reclamando,
foi comprado com carinho,
mas inútil está se sentindo,
pois não acho o seu caminho.

Também reclama a televisão,
que seria a diversão,
mas para ela não dou atenção,
ela acha que é pura rejeição.

Então, a tal formiguinha explica,
sofá é pra visita,
televisão é só para ouvir,
porque curto foi o verão,
o outono passa rápido,
o inverno bate à porta,
o celeiro precisamos abastecer.

É muito bom de papo pro ar ficar,
tem o tempo de trabalhar e o de descansar, 
vou falar com a formiguinha,
seu sofá e dona televisão podem me esperar.





♥ D.Maroca... ♥








Ia de lá pra cá,
D.Maroca agitada.
parada não sabia estar
não aguentava esperar!

Quem haveria de vir,
D.Maroca buscar?
Ah! Quem viesse, iria ouvir:
_ Não posso me atrasar!

No ballet não queria faltar
sapatilhas já colocadas!
Ela adorava "bailar", 
com pés e língua bem afiada!!!

Lá tinha sua turminha
 adoravam fofocar...
Quem chegasse atrasada
 "vítima" poderia se tornar!

Apesar de tanta idade, 
fortes e com tanta disposição
 aprendiam a dançar e esqueciam
que fofocar, não faz bem ao coração!

Se cada um de si cuidar
o mundo  ficará melhor! 
Amizade há de se regar, 
não tem essa de melhor ou pior!!

chica



♥ SOPA DAS MASSAS GIGANTES ♥





Era uma vez um menino chamado Artur e que era muito bem comportado. Tanto em casa como na sua escolinha todos os meninos e educadores gostavam muito dele. Os seus desenhos eram sempre muito lindos, gostava muito de aprender coisas e adorava partilhar aquilo que era seu. Brincava muito, era muito respeitador para com as pessoas mais velhas e procurava sempre ser um bom menino.


Com os seus coleguinhas e amigos dava-lhes sempre as suas bolachas e quando jogava um jogo com eles deixava que eles ganhassem algumas vezes para eles não ficarem tristes por perder; assim ganhavam todos e, no fim, todos ficavam sempre felizes e amigos uns dos outros.

Em casa, o Artur era também um menino de quem os pais gostavam muito porque ele era realmente um menino muito especial.

Certo dia, o Artur que adorava comer sopa, reparou que a sopa que a sua mãe lhe deu era diferente, parecia especial. “Aquela não era uma sopa qualquer, não, tinha qualquer coisa de mágico e estranho” – pensou.

- Mãe, esta sopa tem massas gigantes. - Disse ele, espantado, olhado para o prato.

A mãe olhou para ele e riu-se da observação.

- Pois tem. – Disse-lhe então, reparando, também ela, que de facto as massas eram maiores do que habitualmente punha na sua sopa.

- Sabes, Artur – explicou-lhe ela - esta sopa não foi a mãe que fez: é mágica e foi feita por um duende que a veio trazer.

- Um duende? O que é um duende? – Perguntou o Artur à mãe.

– Os duendes são seres muito pequeninos que vivem muito longe, numa floresta encantada e que gostam muito dos meninos que comem sempre a sopa e que se portam bem. Por isso, como prémio, eles decidiram trazer-te esta sopa com massas gigantes por seres um menino muito especial.

- Deve ter sido muito difícil para eles carregar estas massas gigantes às costas - concluiu o Artur.

- Sim, sim, muito difícil, mas eles são fortes e prometeram que se continuares a ser um menino bem comportado vão continuar a trazer-te mais sopa mágica, como esta, e com massas ainda mais gigantes...

- Boa, Mãe!!! – gritou o Artur todo contente. - vou continuar a portar-me bem – e comeu a sopa toda.

♥ O PORQUINHO PITOCO ♥

Jairo Valio



Muito sapeca, fuçava todo o terreiro,

e quando mamava na mamãe gorducha,

era guloso e se banqueteava no leite farto,

brigando com os irmãozinhos menores,

disputando as tetas como se fossem só suas.


A mãe olhava de soslaio o filho briguento,

mas dele tinha uma estranha preferência,

por ser tão diferente, na cor preto e branco,

destoando da ninhada onde todos eram pretinhos,

e isso chamava a atenção da criançada vizinha.

Pitoco corria atrás das galinhas no terreiro,

roubando suas quireras derramadas no cocho,

espantando todas numa algazarra infernal,

e só se acalmava quando o galo lhe enfrentava,

pois tinha receio de suas esporas tão afiadas.

Quando estava farto de tanta gulodice

procurava um canto onde queria dormir,

e quando estava roncando vinham as crianças,

que carregavam no colo o porquinho bonito,

para tomar o bainho do dia que tanto adorava.


Pegavam shampoo até deixar a água espumosa,

esfregando seu couro espesso com a escova grossa,

tirando carrapichos que na pele grudavam,

e até carrapatinhos atrevidos chupando seu sangue,

e depois de limpinho Pitoco ficava uma gracinha.


Embrulhavam numa toalha felpuda seu corpo bonito,

para brincarem com o porquinho na sala de espera,

e como se fosse um cachorrinho bastante sapeca,

corria atrás de brinquedos e escondia atrás do sofá,

até que Pitoco era encontrado e todos gargalhavam.


Ficava depois ronronando no colo da criançada,

sabendo que logo teria o leitinho na mamadeira,

adoçado com mel e misturado com canela moída,

que vinha quentinho e Pitoco mamava guloso,

e nessa vida gostosa era o xodó das crianças.