
Hull de La Fuente
Num reino muito distante
Na Frigias, lá no oriente,
Apolo, em um rompante,
Com Midas foi inclemente.
Foi depois de uma disputa
De flautas com Apolo e Pan
Midas que estava na escuta
Disse de quem era fã.
Apolo, nada contente,
Com a preferência de Midas
Deu-lhe ali em um repente
Orelhas como espigas.
Eram orelhas de burro
E o rei ficou deformado
o rei quis lhe dar um murro,
mas teria piorado.
Desde então o rei passou
A usar belos turbantes
As orelhas ocultou
E era sempre elegante.
Só o seu cabeleireiro
conhecia o segredo
E sendo bem fofoqueiro
Só não contava de medo.
O cabeleireiro então
Teve uma ideia genial
Fez um buraco no chão
No meio de um matagal.
Ali então o fofoqueiro
Falou quase num sussurro,
Como para o mundo inteiro:
“Midas tem orelhas de burro”!
Depois tapou o buraco
Com aquele seu segredo,
Cabeleireiro velhaco,
Já não sentia mais medo.
Porém naquele lugar
logo um bambuzal cresceu
e o vento pôs-se a anunciar:
o que o cabeleireiro escondeu.
O reino todo ouvia
O vento do bambuzal
E o que ele dizia
Virou o assunto geral.
Midas tem orelhas de burro!
O segredo foi desvendado.
Midas só não dava esturro
Porque era educado.
O rei então fez cortar
o bambuzal delator,
que crescia e voltava a anunciar,
seu segredo, aquele horror.
E assim passou a vida
O rei da Frigias, na história.
Quem quiser conte em seguida,
Outro fato de memória.
Nossa, os fofoqueiros são assim feito vento a espalhar desavenças! Muito engraçada a história do rei! Beijo! Renata e Laura
ResponderExcluirQuerida amiga Rejane,
ResponderExcluirObrigada. É sempre com alegria que vejo meus textos aqui em seu Blog.
Um grande abraço,
eus a abençoe,
Hull
Querida amiga Rejane,
ResponderExcluirObrigada. É sempre com alegria que vejo meus textos aqui em seu Blog.
Um grande abraço,
eus a abençoe,
Hull
Adorei ler amiga Chica.
ResponderExcluirBjs-Carmen Lúcia.
Temos ainda hj pessoas querendo envergonhar as outras, achando que não tem nada de mal.
ResponderExcluirbjokas =)
O Rei que tinha orelhas de burro,
ResponderExcluirqueria roubar o mel das abelhas
elas pregaram-lhe um grande susto
ferraram-lhe no corpo e nas orelhas!
Não está ai escrito,
estou eu imaginando
ele queria ser bonito
eu, acho que era tonto?
Barbudo e orelhudo,
porque está ela sorrindo
rei com orelhas de burro
ao reino não é bem vindo!
Tenha uma boa sexta-feira, amiga Chica. um abraço,
Eduardo.
Pela 3ª vez vou tentar deixar um comentário.
ResponderExcluirOs Anteriores desapareceram misteriosamente.
Tanto me ri a primeira vez que ouvi contar esta história
Foram momentos tão belos que nunca mais me saíram da memória
Adorei ler a Hull por aqui
ResponderExcluirQue poesia criativa Chica!!! Esses fofoqueiros de plantão não sosseguem enquanto não propagam a fofoca causando desavença!!!!
ResponderExcluirBeijos e parabéns à Hull de La Fuente pela bela poesia!
Demorei para vir Agradecer
ResponderExcluirSUA Mensagem Tão carinhosa pelo
meu aniversario.
Fiquei muito feliz com SUAS Palavras
è sempre a Maior prova da SUA amizade.
Por vezes NÃO conseguimos Visitar
Nossas Doces amizades,
mas Não Por Esquecer um Riqueza conquistada
durante tantos anos.
De Coracao te agradeço.. Uma semana Abençoada.
Beijos no Coração. Evanir PS:
Deixei na postagem um premio se for do
Seu gosto e Vontade ofereço com Muito carinho.
É sempre muito delicado aborrecer um deus, hehe. Adorei revisitar esta fábula. Parabéns pela criatividade!
ResponderExcluirBeijinhos e uma linda semana (porque aqui já chove, é o Outono que se anuncia)
Ruthia d'O Berço do Mundo
Contar histórias é sempre revelar mundos desconhecidos... Chiquitita gostei deste Midas da Hull de la Fuente.Um abraço poético e obrigada por visitar a Agenda...CaipiracicabANA Marly de Oliveira Jacobino
ResponderExcluirchica, estou levando essa linda poesia com o link do teu blog. vai enfeitar muito o Coisas de Criança!!! ótima semana, bjs
ResponderExcluirhttp://mentesinfantisfuturodapaz.blogspot.com.br/