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  ♥A girafa ♥
 




GIRAFA

Joaninha foi passear
No zoológico com a vovó.
Viu anta, camelo, chimpanzé,
Dromedário, elefante, gibão,
Passeou por toda parte
Levou um susto com o leão.
Ficou muito admirada
Com o pescoço da girafa?
Vovó, vovó, vovó...
Quem puxou dessa maneira
O pescoço da girafa?
Será que foi a onça-pintada?
Será que foi o avestruz,
Condor, coruja, gavião...?
Vovó, vovó, vovó...
Responda-me, por favor!
Vovó, vovó, vovó...

Acho que descobri...
Como não tinha alfafa,
O senhor dos céus,
Colocou o nenê da girafa...
Dentro de uma garrafa.
E o seu pescoço
Cresceu, cresceu ,cresceu...
E virou um elevador!



  ♥Vovó Ritinha ♥
 




Carlinhos, a vovó Ritinha
Veio para ficar com você,
Vamos logo vê se adivinha
O motivo do grande fuzuê!

Poropopó, poropopó, popó
Poropopó, poropopó, popó

Cuidado! Vovó esta maluca
Cuidado! Veja a sua cabeça!
Será que vovó esta caduca...
Ela quer andar de lambreta!

Poropopó, poropopó, popó
Poropopó, poropopó, popó

Quero andar na sua lambreta
Nem ligo se você é velhinha.
Mamãe! Não seja tão careta...
Eu só vou dar uma voltinha.

Poropopó, poropopó, popó
Poropopó, poropopó, popó

♥Passeio na fazenda ♥


Imagem daqui


“Um passeio na fazenda do Tunin”
Comenta aos alunos a professora
Encontram animais, lago e jardim,
Corram para o ônibus sem demora!


Tudo na fazenda precisa ser visto
Bode, cavalo, galinha, pato, vaca,
Tem animal exótico, até esquisito...
Atento roedor conhecido como paca!


No almoço a comida tão saborosa,
Arroz, batata, feijão, carne, salada
Deixa as crianças famintas, gulosas
Movimenta o dia-a-dia da caipirada!


Ana Marly de Oliveira Jacobino


♥ Fome... ♥




Ridcleison vive com fome

Sempre está a perguntar:

“Mamãe diga-me o nome,

Disto que aprendi a amar?”


“Você é um menino guloso

Come com uma fome voraz

O que é pra você tão valioso

Que o deixa alegre e vivaz...”


“Vou responder com carinho

Sem nem mesmo pestanejar

A minha mão faz-se o ninho

Para um livro poder aninhar!”

♥ Ouvir sem escutar nada... ♥


 

Maculelê menino – engenheiro,
constrói com latas de ervilha...
Brinquedo pra fazer um berreiro
Amarra lado a lado numa cordilha!

Aoooõ, Aoooõ, Aoooõ, Aooooõ,

Do outro lado murmura Samuel,
Num ouvir sem escutar um nada
“Nossa! Penso que perdi o anel,
Feito de pedra verde-esmeralda!”

Aoooõ, aoooõ, aoooõ, aêel, aêel?

Tudo igual, feito a Torre de Babel,
Palavra roda confusa num corrupio
Entra num entrevero num escarcéu.
Som enlatado dum telefone sem fio!

Aoooõ, aoooõ, aoooô, aêel, iil,iil!?

Ana Marly de Oliveira Jacobino

♥ Ursinho universitário ♥



Ursinho universitário


Ana Marly de Oliveira Jacobino


Naquela floresta encantada,
Duendes, fadas usam magia
Vez ou outra ouve uma toada
Dos bichos em vivaz gritaria!

Sin, sin, salabin, ala Kazan.

Ursinho acorda neste barulho
Junto da sua mãe; Ursa Maria
Que do seu filhote tem orgulho
Ele está estudando a zoologia!

Ζώο zoon, Ζώο zoon, Ζώο zoon.

Ursinho receita ao Sérgio Sapo
Pó de mico verde numa pitada,
Para curar sapinho do seu papo
Ouvindo a sua sonora coaxada!

Coaxa, co-a- axa, Sérgio Sapo.

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* Essa poesia é da Ana Marly, mas aproveito pra homenagear a "ursinha" Letícia, filha da Anne que é BIXO em Geologia e hoje, já está na cidade onde estudará, preparando tudo por lá!  Haja coração,não,Anne?  Boa sorte, felicidades!! beijos,chica


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Chegou Edumanes

O Ursinho Universitário
Chegou à cidade
Trazia na mão um diário
Foi estudar para a faculdade!

Em zoologia se formou
E voltou para floresta
Seu consultório montou
Foi recebido com grande festa!

Passou ser conhecido
E tratado por senhor Doutor
Sempre com atenção era ouvido
Quando falar da flor
No jardim colorido!

Vivia na floresta encantada
De fadas e de magia
Se levantava de madrugada
Antes do romper do dia!

Queria ver o sol nascer
Para o horizonte a olhar
As plantas a florescer
Sobres elas o sol a brilhar!

♥Vovó Ritinha ♥



* Imagem daqui

Ana Marly de Oliveira Jacobino


Carlinhos, a vovó Ritinha
Veio para ficar com você,
Vamos logo vê se adivinha
O motivo do grande fuzuê!

Poropopó, poropopó, popó
Poropopó, poropopó, popó

Cuidado! Vovó esta maluca
Cuidado! Veja a sua cabeça!
Será que vovó esta caduca...
Ela quer andar de lambreta!

Poropopó, poropopó, popó
Poropopó, poropopó, popó

Quero andar na sua lambreta
Nem ligo se você é velhinha.
Mamãe! Não seja tão careta...
Eu só vou dar uma voltinha.

Poropopó, poropopó, popó
Poropopó, poropopó, popó  

Ana Marly de Oliveira Jacobino 


Chegou edumanes

Vovó Ritinha
Na sua motocicleta
Muito aprumadinha
Vai visitar sua neta!

E também o Carlinhos
No paropopó ia vovó ritinha
Deu muitos beijinhos
Vovó está ficando velhinha!

Com as astúcia bem conduzir
Sempre com muita atenção
Pelo caminho certo ela seguir
E nunca contra a mão!

Vovó está maluca, não
Sabia conduzir sua lambreta
Por não gostar do palavrão
Para eles fez uma careta!

Foi um passei divertido
Não pensa se é velhinha
Não quer saber disso
Muito contente vovó Ritinha!


Chegou a Majoli

Eu não sou a vovó Ritinha
Mas como ela, sou moderna
O dia que eu tiver uma netinha
Além da lambreta, vamos pular a janela

Voltou Edumanes
Majoli, é moderninha
Não sabe andar de motocicleta
Diz que não é vovó Ritinha
Quando um dia tiver uma neta
Com certeza será mais velhinha!

Desculpa amiguinha
É com boa intenção
Não fica zangadinha
Respeito o teu coração!

Não te quero magoar
Não ser essa minha intenção
Pela tua janela entrar
Com cuidado para não cair no chão!

Chegou a Lidia Borges

Onde há sempre alegria
E bonita convivência
Onde o amor não é "treta"
Não é difícil de ver
Uma avozinha feliz
A passear de lambreta.

♥ Cri,cri, cri, critica o grilo... ♥



Cri,cri, cri, critica o grilo...

Ana Marly de Oliveira Jacobino

Cri,cri,cri estrila o grilo!
No alto do pé de roseira,
Conversa com o esquilo
Sobre a sua irmã solteira.

Cri,cri,cri estrila o grilo!
Minha irmã fez besteira,
Tirou um longo cochilo
Acordou uma baladeira.

Cri,cri,cri estrila o grilo!
Cri,cri,cri estrila o grilo!

Cri,cri,cri estrila o grilo!
Gafanhoto de bebedeira,
Mostra todo o seu estilo
Veste calça com algibeira.

Cri,cri,cri estrila o grilo!
Rosa, jasmim e aroeira,
Ele mastiga até o pistilo
Vive pra comer besteira!

Cri,cri,cri estrila o grilo!
Cri,cri,cri estrila o grilo!


Chegou Edumanes

Com um gafanhoto de confundi
Aí no ramo verde pousado
Cri,cri,cri,critica o grilo, te vi
No verde campo muito sossegado!

Desculpa a minha confusão
Minha conversa não te agrada
És um grilo bonitão
Muito linda será a tua namorada!

Tens uma irmã solteira
Como linda ela será
Dizes que fez besteira
Mas desculpas pedirá!

Mas és grilo ou gafanhoto?
Já não te estou aperceber
Porque ficaste muito tonto
Quem te mandou a ti beber?

Por que és muito vaidoso
Não bebeste com moderação
O gafanhoto grilo furioso
Apanhou um grande borrachão?

♥ Viver é preciso!♥



Viver é preciso!


Cores vivas, bela plumagem.
Ora... amarela, ora... carmim
Malas prontas para a viagem
Anu, bentevi, cardeal, chupim.

Frio, lá pelo hemisfério norte,
Tudo em estado de hibernação
Sem ter um meio de transporte
Pais, filhos..., entram em ação!

Voam sob chuva, sol e orvalho.
Fome! Terrível pra sobreviver
Seres alados! Como trabalham
Diuturnamente, sem esmorecer!


Ana Marly de Oliveira Jacobino

Chegou Edumanes

Plantas verdes
Flores amarelas
Lavrada muita vezes
A terra abençoada!

Vivas, belas e floridas
Sobre a terra bem regada
Aquelas flores coloridas
Das plantas nascidas
Das sementes na terra semeadas!

Em qualquer hemisfério
Elas precisam de calor
Podá-las não é mistério
Na conquista do amor!

Para a viagem malas prontas
De partida para férias
Deixando saudades tantas
No regresso trás ideias!

Viver é preciso
E juntar a sorte
Para evitar morte
Conduza com juízo?




♥ Amigos para sempre ♥



Amigos para sempre

Ana Marly de Oliveira Jacobino


Espantalho Zé Verdura,
Pula e dança o carimbó
Passarim faz travessura
Canta igual Michel Teló!

Ai, ai,ai...se eu te pego
Ai,ai, ai... Ai, Zé verdura!

Espantalho de tão feio,
Vê-se sempre solitário!
Logo escuta um gorjeio
Do seu amigo Zé Canário!

Ai, ai,ai...se eu te pego
Ai, ai, ai... Beleza pura!

Chegou a Gracita e ainda me trouxe um selinho lindo:

Zé Verdura com doçura
vai fazendo com candura
seu de trabalho de varredura
Leva pra longe o Zé Canário
pra não comer minha verdura.

Chegou Edumanes
Zé Canário seu amigo
Daquele espantalho tão feio
Para protegendo aquele milho
Não sabe de onde ele veio!

Lá está ele de braços abertos
Para meter medo aos passarinhos
Terão que ser mais espertos
Para comerem uns grãozinhos!

Como um espantalho enganar
Isso, eles terão que descobrir
Espantalho não sabe falar
Também não vê nem sabe ouvir!

Até podem nele pousar
Porque nada ele fazer
Assim para ele ficar
E os passarinhos o milho comer!


Chegou o Tunin

Espantalho não tem gogó,
Porém tem braço para espantar,
Ao som da dança do carimbó,
O pássaro que, ao milho, vem carregar.

Chegou a Soninha


O espantalho não se cansa
De espantar os passarinhos
Que velozes batem as asas
E retornam aos seus ninhos

♥ Voa, voa andorinha... ♥


Voa, voa andorinha...


Céu azul neste final de verão,
Últimos retoques no seu ninho
Carrega a palha entra em ação
Retira-a do telhado do moinho!

Andorinha, logo voa em migração.
Pelo interior da pequena igreja,
Chilreia para chamar a atenção.
Igual aquela cantora sertaneja!

Olho a dança das andorinhas,
Lambada, mambo, rock, samba,
Em seu festival de marchinhas
Grito bem alto: ”Ai, ai, caramba!”

Ana Marly de Oliveira Jacobino

* Imagem daqui


Chegou o Edumanes

Nos beirais constrói seu ninho
Com palha e barro resistente
A entra ser por um buraquinho
Andorinha vai e volta sempre!

Sobre o céu a azul a voar
Andorinha voadora
Logo pela manhã a chilrear
Andorinha madrugadora!

♥Ave, ave imaginação... ♥




Ave, ave imaginação...


Infância tempo de brincar
Amarelinha, boneca, pião.
Na janela da vida debruçar
E, ver passar a imaginação.

Brincar com o imaginário.
Na infância para aprender
Superar problema diário...
Que possa vir a acontecer!

Hoje em dia o computador
Carrega no interior do peito
Um órgão santo e pecador,
Por isso, ele é tão suspeito! 




Chegou  Edumanes

Imaginam as crianças,
Fantasias de verdade
De inocentes esperanças
Que as deixem viver em liberdade!

A tirania dela as impede,
Da exploração desumana
Da arrogância que o poder não mede
Que a todos com pressas engana!

♥ Pato de Sucesso ♥




Pato de Sucesso

“Respeitável público do Circo Real
Pra vocês o nosso corajoso artista,
Pronto pra mostrar todo o potencial
Ele, o rei dos ares, o Pato Trapezista!”

Do interior do ovo ainda embrionário,
Fã da Fabiana Maurer do salto com vara
Saltava pelo ninho de palha do aviário,
Vestido com malha da cor gema-clara!

Cirque du Soleil de olho no seu talento
Mandou o empresário contratar o pato,
Galo, ganso, marreco... todo ciumento
Rasgou o cartaz bonito com seu retrato!

Ave! Pra que essa inveja no galinheiro? 
Aplaudam o esforço deste pato sapeca,
Loro José, o global virou o marqueteiro, 
Vai apresentar o pato na televisão sueca! 

.♥ ♥ ♥Vento ...♥ ♥ ♥.



Vento_

Ana Marly de Oliveira Jacobino

Um vento sem paradeiro
Assoprou bem mansinho
Nas dálias lá do canteiro
Derrubando o agarradinho.

Vrum! Vrum! Vrum! Vrum!

Depois roncou no terreiro
Deixou todo em desalinho
O caule tenro do limoeiro
Num ventar em rodamoinho!

Vrum! Vrum! Vrum! Vrum!

No seu interior bem faceiro
Vem pulando um caboclinho
Numa só perna muito ligeiro
Logo de manhã bem cedinho!

Vrum! Vrum! Vrum! Vrum!


Imagem daqui


Chegou o José

O vento até faz falta
quando não sopra forte
mas pode causar desgraça
e até pode causar a morte

Chegou novamente a Ana Marly

E o vento...? Ventou!

Joaninha foi arrumar o cabelo.
No Instituto da Dona Patacoada
Abalada, ela viveu um pesadelo
O vento!? A deixou desarrumada.

Chegou a Soninha

Este lindo caboclinho
Que,no vento,vem pulando
É o saci bem pretinho
Co'o seu cachimbo,fumando
Pulando na sua perninha
Ele encanta a manhãzinha
De quem,inda,está sonhando.


Chegou a Rosane

ADORO O VENTO E TUDO QUE ELE TRAZ!
AS VEZES FAZ UMA BAGUNÇA E AS VEZES NOS DÁ PAZ!
TEM GOSTINHO DE LIBERDADE!
E NOS FAZ VOAR DE VERDADE.
PARA ONDE NEM SEI TAMBÉM.
SÓ SEI QUE VIAJO COM ELE E ISSO ME FAZ UM BEM!!!!

♥ ♥ ♥ Festa no galinheiro ♥ ♥ ♥



Festa no galinheiro

Ana Marly de Oliveira Jacobino 


Outro dia no quintal do Oscar 
Pato Quaquá pra fazer bonito, 
O galinheiro veio logo assanhar 
Com o seu carisma e seu agito. 


O galo Caipira vestiu seu abadá  
Com as cores suaves e encanto,  
Junto às flores rosa do manacá 
Estufou o peito e soltou o canto. 


O milho foi servido 
pelo Maneco Marreco,
 cozinheiro do galinheiro 
Todo pomposo vestido de jaleco, 
Pediu ao peru para ser o copeiro!


Ana Marly de Oliveira Jacobino 


Chegou a Soninha

Pra festa do galinheiro
Foi o patinho, assanhado
Chegaram,o marreco e o peru
Se aconchegaram ao seu lado
O galo soltou o seu canto
Enchendo a festa de encanto
E o Quaquá tão deslumbrado...

♥ ♥ ♥Mundo de Alegria♥ ♥ ♥





Mundo de Alegria


Neste “Mundo de Alegria”
Não vale falar em tristeza
O sorriso é uma sinfonia,
Sempre cheio de surpresa!

Circo do Palhaço Carinho,
A magia é irmã do segredo
Nele ninguém fica sozinho,
A platéia entra no folguedo!

* imagem DAQUI


Chegou o Jão


no mundo da alegria
o sorriso é garantia
todo mundo é amigo
nunca falta um abrigo.



Chegou a Majoli


E eu quero entrar nesse mundo
Tão gostoso, cheio de alegria
Quero sentir-me de novo menina
E poder estar em sua companhia



Chgou a Gisis


Vou levar o meu trenzinho
Pra viajar nesse reino
Piuii,Piuii o trenzinho vai chegando
Carinho.harmonia e alegria
O trenzinho vai tocando...


Chegou o José


Em pequeno eu ia ao circo
e o que mais gostava de ver
era o palhaço pobre e o rico
ás vezes sem os compreender

♥ ♥ ♥ S.O.S Urso Polar! ♥ ♥ ♥



S.O.S Urso Polar!


Na terra do urso polar
Algo grave aconteceu
Estou aqui para alertar
Ele vai morar no museu!

Gru, gruuu urra o urso.

O gelo esta derretendo
E belos jardins floridos
Por lá estão crescendo
E os icebergs? Partidos!

Gru, gruuu urra o urso.

Na história, urso amigo
Um tanto atormentado,
Prevê o grande perigo
E, que está encurralado!

Gru, gruuu urra o urso.

Ana Marly de Oliveira Jacobino



O urso chora baixinho
Pra não acordar os filhotes
Na esperança que o ser humano
Alguma boa medida adote 





Chegou a Dalinha


As coisas estão mudando
E o homem ajuda a mudar.
É hora de mais atenção
É hora de preservar.
Com tanta destruição
Flora e a fauna, irmão,
Não poderão suportar.

*
Dalinha Catunda 



Chegou a Soninha


Vou pegar muitos ursinhos
No coração, vou guardar
Dar-lhes-ei muitos carinhos
- Nunca irão se acabar!

Ursinhos guardados no coração vivem para sempre...rs.bjs 

* O que é, o que é...



O que é, o que é...

Moacir menino travesso
Lá no sítio do Carlão
Muito guloso confesso
Toma conta da plantação!

Mel, mel, mel, mel, mel...

Come uma, duas, três...
E a barriga aumentando
Pensou o tal, que era rei
De todo aquele bando!

Mela, mela, mela, mela...

As vermelhas gengivas 
Os dentes todos pretos
Barriga cor verde-oliva
Deixou-me todo xereto...

Mela, mela, mela, mela...

Adivinha; o que é sabichão
Gelada, gostosa, rodela...
Pare com essa enrolação...
Mela, mela, mela, melancia!
 

Chegou José
E o Macir assim dizia
para a Rita sua amiga
eu quero muita melancia
para encher a barriga

Chegou Fernanda

Digo com certeza
Sem nenhuma demora
Melancia geladinha
É um presente da hora.

Ler teu texto querida Chica
Aguçou meu paladar
Imaginei essa melancia
Bem do meu ladinho está
Tiraria uma fatia e puft!
Ficaria a degustar.

Chegou Soninha

Melancia é saborosa
Pra chupar,ou em suquinho
Quando o sol está bem quente 
Com bastante calorzinho 
Saboreio um bocado 
Inda dou ao amiguinho!!

* Pontos de Luz



Pontos de luz


Ana Marly de Oliveira Jacobino
No jardim do Bebeto

Pontos de luz

Ziguezagueiam

Pra lá, pra cá, pra lá.

Olhos piscantes

Acordam a madrugada.

A boca da noite

Ri do amanhecer.

Lampejos faiscantes

Ziguezagueiam

Pra lá, pra cá, pra lá.

Entoam hinos ao amor

No jardim do Bebeto

Pontos de luz

Desapareceram!

Mortos pela poluição

Lâmpadas...

Fluorescentes,

Incandescentes...

Tomaram o lugar

Dos pirilampos.

Pontos de luz

Foram engolidos

Na escuridão.


Ana Marly de Oliveira Jacobino

* Avião...



AVIÃO





Um dia um menino


Após horas olhando


O movimento no céu


Saiu com essa pergunta:


Será que posso voar?


Voar é para pássaro,


Menino, não voa não!



Ouvia a lengalenga


Dos adultos ao redor.


O menino não desistia.


Pac, pac, poc, poc...


Construiu um balão.


Voar é para pássaro,


Menino, não voa não!



Arara, biguá, guará,


Urubu voa? Homem voa?


O Brasil voa no balão


Leve e transparente,


Por sobre a Cidade Luz


Como bolha de sabão.
Voar é para pássaro,


Menino, não voa não!






O menino não desistia.


“O homem há de voar”


Promete o menino,


Alberto Santos-Dumont


Enquanto isso, ele crescia.


Pac, pac, poc, poc...


Construiu um avião.




Ana Marly de Oliveira Jacobino