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♥ Girafa irritada ♥


Na savana africana
Vivi Gigi
uma girafa de porte altivo
e muito elegante
Um som estridente
um grito ensurdecedor
girafaaaaaaaaaaaa
Oh girafaaaaaaaaaaaa
Gigi se assusta
faz cara de poucos amigos
Era a leoa Leona
que veio bater um papinho
e grita mais uma vez
girafaaaaaaaaaaaa
E Gigi no auge da indignação responde:

                                                                   - Não grita Leona!

Sou pescoçuda mas...
não sou surda!!!
Quer conversar?
Fale educadamente
Se gritar mais uma vez
vai estourar meus tímpanos
Leona riu da irritação de Gigi
Como vou saber se está me escutando?
Você parece um poste
Está sempre com a cabeça nas nuvens
Gigi engoliu o ódio
Com um gingado atraente disse:
É bom viver nas nuvens
Lá eu não preciso ouvir
os seus gritos amiga xereta
E se foi... sem olhar para trás

♥ Quico, o macaquinho matreiro ♥

GRACITA
Quico um macaco muito faceiro
gostava de estripulias fazer
com todos os seus amigos
gostava de mexer

Sempre alegre e brincalhão
ora estava no galho
ora estava no chão

E a girafa muito zangada:
macaco matreiro
onde pôs o meu chaveiro?

E o macaco sorrindo respondia
porque não olha no chão?

Ora macaco,
tu és maluco
parece mesmo um matuto

Matuto não sou não
posso até ser maluco
pior é você que ainda não envelheceu
e já está ficando caduca

Briga aqui, briga acolá
ora xinga, ora abraça
e seguem os dois fazendo troça
lá na mata no meio da roça


GRACITA

♥O elefantinho apaixonado ♥

Onde vais elefantinho?
Todo faceiro e contente
na trombinha lindas flores
e na face um sorriso atraente
Com passinhos elegantes
caminha rumo ao luar
vai até o firmamento
a estrela namorar
Passarinho enciumado
não vai te deixar só
fala um verso apaixonado
e chora de fazer dó .

♥ Zebrinha vaidosa ♥



Zazá é uma zebrinha
vaidosa de dar dó
vive arrumando encrenca
não gosta de ficar só


Bem cedinho vai ao monte
lindas flores colher
quer fazer um novo pijama
mas não sabe o que escolher


Foi até o horizonte
brincou com o arco íris
de nuances coloridas
sua crina pintou


Na volta foi ao salão
suas unhas esmaltar
tanto... tanto escolheu
mil cores ela viu
nenhuma lhe serviu


Ao passar pela floresta
muitos risos escutou
os bichinhos cochichavam
essa sua vaidade
bem não lhe faz


Vai acabar sozinha
chorando de solidão
é uma zebrinha faceira
mas você, amiguinha,
é muito encrenqueira.


Procura briga com todos
e por causa dessa vaidade
você se afasta cada vez mais


Não procura os amigos
vive de focinho em pé
quer ser a mais bonita
mas não consegue
sair da ralé.

♥ A Fadinha do Saber... ♥



Lucrecia é uma menininha muito meiga e doce. Passa os dias brincando na areia dourada da praia na vila de pescadores onde mora.

Levanta-se muito cedo para ajudar a mãe nos afazeres domésticos. 

No fim do dia quando o sol lança sua cabeleira dourada nas águas cristalinas do mar ela fixa os olhinhos amendoados na linha do horizonte na esperança de ver surgir naquela imensidão azul o barco pesqueiro que trará o seu pai.

Quando o barco chega no ancoradouro ela desata a correr para ajudar na contagem do pescado. Ao chegar no barco seus olhinhos piscaram diante da surpresa. Parou estupefata diante daquela visão. Uma belíssima mulher lhe sorriu com ternura. Com carinha de brava ela olhou para o pai. Ele disse:

_ Lucrecia, esta é Anita. Encontrei-a desmaiada na praia dos golfinhos. O barco em que ela viajava naufragou e ela conseguiu nadar até a praia.

_ Não muito convencida, Lucrecia sorriu mostrando os dentes muito alvos.

Terminada as tarefas foram para casa. A mamãe recebeu Anita com muita alegria. Os dias foram passando e Lucrecia cada vez mais se encantava por aquela mulher. Ela tinha nas mãos o objeto que Lucrecia mais desejava. Livros com grossas capas e imagens muito coloridas.

Percebendo o interesse da menina, Anita ofereceu-lhe um dos livros. Ela sorriu agradecida e ficou admirando as figuras tocando-as com tanta delicadeza como se fossem se quebrar com o leve sopro da brisa. Fechou o livro sorrindo de felicidade.

Mais alguns dias e Anita foi-se embora levando na bagagem aquele tesouro. Numa manhã ensolarada Lucrecia estava na praia catando conchinha quando ouviu aquela voz doce e melodiosa.

_ Oi! Eu vim buscar você! Vou realizar o teu sonho.

_ E como sabe qual é o meu sonho? - perguntou Lucrecia

_ Tua mãe me contou. Agora vamos arrumar suas coisas. Vamos viajar depois do almoço.

Batendo palmas de felicidade Lucrécia correu para casa e interpelou a mãe sobre a viagem.

 Depois das explicações ela arrumou suas coisinhas numa velha mochila. Beijou os pais, deu adeus para sua vila amada e voou rumo ao desconhecido.

Na cidade grande Lucrecia foi matriculada num ótimo colégio. E ali começou a realização do seu sonho. Muitos anos se passaram. E hoje Lucrecia está de volta à vila de pescadores.

Lucrecia que sempre foi apaixonada por livros tornou-se uma grande escritora.

Fundou uma escola na vila e trabalha como contadora de histórias... das suas histórias! É conhecida nas redondezas como a fadinha do saber.

Por onde passa Lucrécia retribui o presente que ganhou há muitos anos atrás. Ela não doa livros... ela dissemina sonhos através das belíssimas histórias que cria e conta.

♥ Um dia feliz ♥


Gracita



Chiquinho e Clarinha moram no interior numa casinha pequenina. Ao lado da casa passa um pequenino riacho. É neste lugar carregado de murmúrios que eles passam a maior parte do dia a brincar com os peixinhos que ali moram.

Certa manhã a mãe das crianças disse que tinha uma surpresa. Os olhinhos dos dois brilharam de excitação. Clarinha muito afoita pede com impaciência:

_ Por favor mamãe, conte logo! Estou tendo comichão de tanta curiosidade. A mãe ri das palavras da filha e diz:

_ Vamos visitar a vovó. Arrumem suas coisas com cuidado e não se esqueçam de colocar suas roupas de banho.

Os dois saíram em disparada para o quarto. Era um abrir e fechar de gavetas à procura das melhores roupas. Felizes e afogueados conseguiram acomodar as roupas na mochila. A mãe avisou:

_ Hoje você vão dormir mais cedo. Vamos viajar muito cedo. O Guarujá fica muito longe daqui.

Já no ônibus as crianças sorriam e batiam palmas. A felicidade deles contagiava a todos dentro do ônibus. Em cada parada na estrada a mãe compra-lhes um lanche que eles devoravam com prazer .

A viagem transcorreu na maior alegria. Enfim chegaram! Cumprimentaram a vovó e pediram para ir à praia.
A vovó organizou vários apetrechos e deu-lhes para que pudessem brincar. Atravessaram a rua arborizada numa correria louca. Ao ver a areia dourada eles nem sequer se lembraram das roupas de banho. Se jogaram na areia e deixaram a imaginação fluir.

Castelos de areia foram surgindo das mãozinhas hábeis daqueles pequenos artesãos. Os olhinhos brilhavam ao ver as ondas quebrando na areia da praia. Cada vez que o castelo era destruído pelas águas eles erguiam outro ainda mais bonito e majestoso. 

No final da manhã já cansados de brincar resolveram tomar um gostoso banho de mar. A água salgada escorria pelos olhos fazendo-os arder. Mas nada tirava o prazer de estar naquele lugar paradisíaco.

O dia passou rapidamente e com o sol beijando as ondas despediram-se do mar prometendo voltar na manhã seguinte. Cansados mas felizes saborearam um delicioso jantar preparado pela vovó e foram para a caminha descansar. Adormeceram sorrindo imaginando as delícias que os aguardava.

Gracita