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♥ GATINHAS TRAQUINAS ♥



Hull de La Fuente


Gatinhas encantadoras
que fazem mil travessuras
parecem até voadoras
nos saltos pras aventuras.

Uma é Baby a outra é Nina
cada qual com seu encanto
com trejeitos de menina
são imunes ao quebranto.

Correndo atrás das bolinhas
que sua dona lhes faz
vê-se em suas carinhas
o amor que a vida lhes traz.

Vão crescer cheias de amor
em um lar abençoado
com saúde e vigor
com carinho e cuidado.

Animais, seres de Deus
merecem nosso respeito
penso nos bichinhos meus
como me alegram os sujeitos.

Calopsitas eles são
oriundos da Austrália
me enchem de emoção,
neles eu não vejo falha.

Porém aves e gatinhos
não têm boa convivência
um quer cama, outros ninhos
mas sempre na inocência.









♥ MIDAS, O REI QUE TINHA ORELHAS DE BURRO ♥




Hull de La Fuente

Num reino muito distante
Na Frigias, lá no oriente,
Apolo, em um rompante,
Com Midas foi inclemente.


Foi depois de uma disputa
De flautas com Apolo e Pan
Midas que estava na escuta
Disse de quem era fã.


Apolo, nada contente,
Com a preferência de Midas
Deu-lhe ali em um repente
Orelhas como espigas.


Eram orelhas de burro
E o rei ficou deformado
o rei quis lhe dar um murro,
mas teria piorado.


Desde então o rei passou
A usar belos turbantes
As orelhas ocultou
E era sempre elegante.


Só o seu cabeleireiro
conhecia o segredo
E sendo bem fofoqueiro
Só não contava de medo.


O cabeleireiro então
Teve uma ideia genial
Fez um buraco no chão
No meio de um matagal.


Ali então o fofoqueiro
Falou quase num sussurro,
Como para o mundo inteiro:
“Midas tem orelhas de burro”!


Depois tapou o buraco
Com aquele seu segredo,
Cabeleireiro velhaco,
Já não sentia mais medo.


Porém naquele lugar
logo um bambuzal cresceu
e o vento pôs-se a anunciar:
o que o cabeleireiro escondeu.


O reino todo ouvia
O vento do bambuzal
E o que ele dizia
Virou o assunto geral.


Midas tem orelhas de burro!
O segredo foi desvendado.
Midas só não dava esturro
Porque era educado.


O rei então fez cortar
o bambuzal delator,
que crescia e voltava a anunciar,
seu segredo, aquele horror.


E assim passou a vida
O rei da Frigias, na história.
Quem quiser conte em seguida,
Outro fato de memória.

♥URSINHO BRIGUENTO ♥






 URSINHO BRIGUENTO

Hull de La Fuente
Na floresta, dois ursinhos,
passeiam catando fruta
são ambos engraçadinhos
mas adoram uma disputa.

Um gosta muito de amora
o segundo de pescar
e brigam a qualquer hora
pra dona Ursa os separar.

O menor é mais briguento,
qualquer dá cá esta palha,
O nosso ursinho birrento,
diz que é atleta e que malha.

Chama logo para a briga
o irmão fica olhando:
-vamos parar com intriga
e continuar brincando.

Mais um dia de folguedo
Está quase terminando
E o nosso urso azedo
Já cai no sono roncando.


 

♥MAR ENCANTADO ♥




Hull de La Fuente

Esse mar tão animado
é uma festa pro leitor
que dele sai renovado
porque transborda de amor.

Um mar onde tem sereia
também tem submarino
por isso que volta e meia
aparece pra um menino.

É nos castelos de areia
que a criançada se esbalda
E sonha com a sereia
e sua voz encantada.

Nadar como um golfinho
é um sonho de criança
e passear de barquinho
nas ondas da esperança.


Hull de La Fuente

* De volta, o filhão acaba de viajar... Saudade fica e machuca, mas a vida é assim...O avião que traz é o mesmo que leva!

Vamos esperar novamente...  bjs, chica

♥O Papagaio Pirata ♥





O PAPAGAIO PIRATA
Hull de la Fuente

Sou um papagaio forte
Eu nasci para lutar
Nos mares do Sul e Norte
E tesouros conquistar.

Sou intrépido e bonito
o mar é a minha casa
voo solto no infinito
sou um pirata que arrasa.

Só faço uma restrição
é algo que me apavora
o terrível gavião
que toda ave devora.

Por isso o meu navio
nunca aporta no Ceará
falo assim, pois não confio,
no guloso Carcará.

Sei que lá pode estar
a minha doce princesa
num coqueiro a esperar
em praias de Fortaleza.

No ombro de Dom Justino,
chefe da nossa esquadra,
o medo eu abomino
enfrento qualquer armada.

Minha língua é curupaco
curupaco, sim senhor,
é curu-pa-co, pa-paco*
falado com todo ardor.





(*) A linguagem do papagaio da minha infância, seu nome era simplesmente "Louro". Ele recitava sempre os mesmos versos que minha avó ensinou:

"Curupaco-papaco
a mulher do macaco
ela pula ela grita
ela fuma tabaco."

Hull de la Fuente

♥ Sapo Galante ♥






SAPO GALANTE

Hull de La Fuente

Bonito e verdinho
um sapo eu sou
a flor com carinho
pra sapinha dou.

Na beira do rio
é minha morada
eu canto e assovio
noite e madrugada.

na fotografia
estou de boné
me deu minha tia
lá do Poconê.

Lá vive meu primo
que lava o pé
nas costas o limo
do Rio Poconé.

Eu sou educado
e tenho carisma
sou bem arrumado.
Não venha com cisma.

Hull de La Fuente





Chegou Edumanes:

Ele dá flor para sapinha,
com muito amor e carinho
será ela sua namoradinha
Sapo Galante, espertinho!

bem educado a falar,
tudo mira em sua volta
a sapinha estava a chegar
à noitinha lá da horta.

Ele ficou muito contente,
quando a viu chegar tão bela
com um vestido transparente
era tudo o que ele mais quisera
vê-la mesmo ali à sua frente!

♥ Boi Bumbá ♥






Hull de La Fuente

Boi Bumbá, Boi Bumbá,
suas costas não tem cupim
sua casa é em Cambará
na plantação de capim.


Na plantação de capim
sua casa é em Cambará
suas costas não tem cupim
Boi Bumbá, Boi Bumbá.

Sob uma saia rodada
eu vi dançar Boi Bumbá
junto com seu camarada
que chegou do Panamá.

Que chegou do Panamá
junto com seu camarada
eu vi dançar Boi Bumbá
sob uma saia rodada.
Boi Bumbá, Boi Bumbá.

*(Vaivém Nunix - Série Infantil)

♥ O JACARÉ CAVALHEIRO ♥




 Hull de La Fuente


Uma certa borboleta
Lá das margens do Araguaia
Ofereceu uma gorjeta
Pra o Jacaré lá na praia.


Pois o rio era largo
Pra uma longa travessia
E o jacaré Camargo
Lhe faria uma cortesia.


Ela ia a uma festa
Na outra margem do rio
Na clareira da floresta
Um lugar lindo, sadio.


O Jacaré só ouvia
Daquela criaturinha
A tamanha ousadia
medo dele ela não tinha.


Sabia que a outra margem
Era um pouco distante
Do rio tinha a vantagem
De o conhecer bastante.


Convidou a borboleta
Pra no seu nariz pousar
E ela numa pirueta
Foi logo se acomodar.


Nosso Jacaré Camargo
Das margens do Araguaia
Completou o seu encargo
sem temer nenhuma vaia.


Mostrou um belo sorriso
Cheio de dentes pontudos
Pensou estar no paraíso,
Era um jacaré sortudo.


A borboleta atrevida
Ao voar para a floresta
Agradeceu comovida
Sorrindo foi pra sua festa.

♥Petecando na rua... ♥



Petecando na rua
(Infanto juvenil)


  Hull de La Fuente
Com tal movimento
poeta amiga
me leva o vento
você que me siga


Já joguei peteca
caí pelo chão
menina moleca
não se arranha não


Mas a brincadeira
tão boa e saudável
corria ligeira
sempre incansável.


Que tempo gostoso
jogando peteca
e papai raivoso:
-"venha cá, moleca!"


As horas corriam
depressa demais
e os sonhos se iam
pra não voltar mais.


♥ Tartaruga Roqueira ♥



Hull de La Fuente

Tartaruga Roqueira
(Sextilha Real nº 10 - Série infantil)

Com Rolling Stones cantava
A tartaruguinha contrabaixista
Como verdadeira artista
Assim sua vida levava.

Na cabeça, sempre atada, a bandana
Tartaruga Stones bacana!





Chegou Edumanes:

Numa Tartaruga assim,
Nunca tinha ouvido falar
A tocar não faz athim
Muito bem ela sabe cantar.

É uma verdadeira artista,
Toda a gente gosta dela
Lá bairro, sempre divertida
Tartaruga, a cantar à janela!

De manhã a espreitar o sol,
No jardim à frente dela
Nas ervas passeia um caracol
Debaixo de uma rosa amarela!

Um rato passa a correr,
No caracol tropeçou
A tartaruga estava a ver
Naquela cena não gostou!

♥ O Saci e o Boi Bumbá ♥





O Saci e o Boi Bumbá
(Hull de La Fuente)


O Saci muito medroso
Tinha medo do Boitatá
E contou pro Caprichoso
Um daqueles Boi Bumbá.

Boitatá soltava fogo
Pelas ventas a todo hora
E a mãe do Saci em rogo
Lhe pedia:- vai embora!

Mas Boitatá respondia:
-só vou se você me der
O cachimbo da alegria
Pois não é coisa de mulher.

Dona Saci se zangava
E chamava o Boi Bumbá
Pra ver se ele assustava
O teimoso Boitatá.

Boitatá cobra valente
Parecida com dragão
Incendiava num repente
A floresta e o sertão.





Foi então que Boi Bumbá
De Parintins trouxe a idéia
Com os caprichosos de lá
Fariam grande colmeia.

Em forma de caldeirão
Com bastante mel fervido
E a tal cobra dragão
Seria lá derretido.

E chegado o festival
Do povo de Parintins
O convidado especial
Era o Boitatá, enfim.

Boitatá tolo, vaidoso,
No grande carro subiu
E o povo em volta ansioso
Animado o aplaudiu.

Boitatá caiu no mel
E começou a dançar
Soltava fogo a granel
E suas escamas a saltar.

Mas o mel foi se esfriando
E Boitatá gritou aflito:
“O meu fogo está apagando
Tô virando um pirulito.

E assim deu-se a vitória
Do Saci e o Boi Bumbá
Nesta bela e curta estória
Do que foi o Boitatá.

Acabado o festival
No Boidródomo naquele dia
Um pirulito especial
Dos curumins fez a alegria.





(Hull de La Fuente)



Chegou Edumanes:


O Saci e o Boi Bumbá
Bumbá é boi
O saci quem será
Para onde ele foi
À sua espera quem estará.

Esta história bem contada
Está muito bem escrita
Por ser assim tão engraçada
Quem a ler contente fica.

Assim comigo acontece
Parabéns a quem a escreveu
Brilhante como estrela no céu
Por isso ser elogiado merece.

Boitatá salta fogo
Caprichoso amedrontado
Não quis entrar no jogo
Com medo de ser derrotado.

Talvez por ser manhoso
Dana Saci se zangava
Boitatá o teimoso
O cachimbo desejava.

Era um dia especial
Muita farra e alegria
Pirolito não faz mal
Só bebido em demasia.

Linda história li com alegria
Do Brasil chegou a Portugal
No Boidródomo naquele dia
Acabado o festival!


Chegou a Dorli

Eu conheço o Boi Bumbá
Não é tão mau assim, tá?
Crianças entram na sua barriga
Ficando com as pernas de fora

Ô saci! Que medo é este?
Pra assustar não tem medo
Corre atrás do galo.Coitado!
Medo do Boi Bumbá?É inocente?

♥O NAVIO DO CAPITÃO ENROSCADO ♥




Hull de La Fuente

Eu vi no mar do Caribe
num navio que aportava,
o comandante Nagibe
que no convés, quibe fritava.

Que no convés, quibe fritava,
o comandante Nagibe
num navio que aportava,
eu vi no mar do Caribe.

O comandante enroscado
deixou o quibe torrar.
Para não morrer queimado,
lançou-se com o quibe ao mar.

Lançou-se com o quibe ao mar
para não morrer queimado.
Deixou o quibe torrar,
o comandante enroscado.

Eu vi no mar do Caribe...

Hull de La Fuente
(Vaivém Nunix nº 7 - série infantil)


(((o)))o(((o)))o(((o)))

Chegou Edumanes

O Navio do Capitão Enroscado
A navegar no mar do Caribe
Comandante Nagibe, educado
Foi alguém que me disse.

Navega com cuidado
Para a bom porto o levar
Nunca fica encalhado
Porque o sabe comadar.

No covés a fritar
Batatas para comer
A tempestade a chergar
Começou a chover.

Ao leme muito atento
Muito bom observador
Quando sopra forte o vento
Fecha as portas do corredor.

Sobe à torre a observar
Lá longe a terra à vista
Segue aquela rota a navegar
De quando em vai desce à quilha!

♥Escrever para crianças... ♥



ESCREVER PARA CRIANÇAS

Hull de La Fuente

Escrever para criança
Não é fácil não, senhor,
Nunca tire da lembrança
Que é um ato de amor.

Não incuta violência
Pra uma mente em formação
Não abuse da inocência
De um puro coração.

Fale coisas aceitáveis
Ajude na educação,
Nunca atos deploráveis
Que desvia a formação.

Não fale de crueldade
Que praticou com animais,
Fale com docilidade,
São seres especiais.

Ensine boas maneiras,
Use de imaginação,
Crianças são verdadeiras,
Dê-lhes amor, afeição.

O mundo depende delas,
Pois serão nosso porvir,
Não jogue pela janela
Tua chance de bem servir.

Hull de La Fuente

(((o)))o(((o)))o(((o)))

Chegou a Lídia Borges

O meu jardim
Tão bonito o meu jardim
De tão bonitas as flores
São como crianças felizes
Vestidos de várias cores

Os goivos são amarelos
Lilases as violetas
Há tulipas curiosas
E bonitas borboletas

Zumbem as abelhinhas
Felizes, no seu voar
No carreiro, as formiguinhas
Só pensam em trabalhar.

Que bonito o meu jardim
Que bonita cada flor
Todas sorriem para mim
Vou trata-las com amor.

Pois no futuro serão
o fruta da semente
que lhes deixares no coração.

(((o)))o(((o)))o(((o)))

Chegou Edumanes


Aqui eu venho aprender!
A escrever para criança
De pressa, vim a correr
Falar com a esperança.

Ela por mim esperou
Para a verdade me dizer
Por isso aqui estou
Muito feliz por saber.

Qualquer coisa aprendi
Vir aqui valeu a pela
De pressa percebi
Muito lindo este poema.

Violência, isso não tem jeito
Sempre muita amizade
Porque o coração perfeito
Precisa de liberdade
À sua vontade dentro do peito.

Já aprendi a lição
Peço licença para me retirar
Com a minha educação
Prometo amanhã voltar.

Só mais uma palavrinha
Para todos animar
Crueldade, é pestinha
Não a vamos apoiar.

Só queremos coisas verdadeiras
Tudo do melhor para as crianças
Para que nas suas brincadeiras
Todas elas tenham muitas esperanças.

(((o)))o(((o)))o(((o)))

Chegou a Tina
Escrever para quem quer que seja
Na minha opinião exige destreza
Tem  que ter um que de beleza
Leveza, clareza

Crianças são sementinha de porvir
São terra fértil
São céu

♥ Olhem que lindo presente e histórinha que ganhei! ♥

A RAPOSA E A JOANINHA
Hull de la Fuente


A Joaninha sorridente
pela floresta andava
de folha em folha contente
de tudo se admirava.

Ma de repente encontrou
esparramada numa moita
um ser que a encantou
e aproximou-se afoita.

Quem é você? - Perguntou
o que faz sob esta planta?
Será que se machucou,
por isso não se levanta?




Sou a raposinha Bela,
estou caçando galinha
pra levar pra vó Manuela
você viu uma, Joaninha?

Fiquei cansada e parei
pra repousar neste tronco
já que nada encontrei
resolvi puxar o ronco.



Por que não é  colorida,
como tudo aqui na mata?
perguntou meio atrevida
a Joaninha, assim, na lata.

Pedirei a uma fada
pra lhe colorir todinha
com a vareta encantada,
ou não me chamo Joaninha.

Espere só um momento
que o encanto se dará
e com esse encantamento
colorida ficará.




Olha o que você me fez!
disse triste a raposinha.
Virei "raposo" de vez,
me tire dessa, Joaninha.

Eu posso ser colorida
se isto lhe dá prazer,
mas devolva minha vida,
ser menina é meu querer.




Joaninha chamou a fada
que a raposa enfeitiçou
e ficou toda encantada
quando ela se transformou.

Como você é bonita,
raposa minha amiguinha,
já não estou mais aflita,
vou lhe mostrar uma galinha.





Obrigada, Joaninha!
Como é bom lhe conhecer
mas aqui não tem galinha
para a granja vou correr.

Nesta mata colorida
galinha não faz morada
a granja é sua guarida,
mas há sempre a descuidada.

Vou voltar sempre aqui
nesta mata singular
onde eu a conheci
pra poder lhe visitar.




Esta estória aqui contada
da Raposa e da Joaninha
é uma fábula inventada
 uma homenagem minha.

Pra raposinha amada,
que no Recanto viveu
uma gaucha letrada
que o leitor nunca esqueceu.


Seu nome é Rejane Chica

e  muitos amigos tem
seus textos nos dão a dica
de como se vive bem.



♥ MENININHA SAPEQUINHA ♥


Hull de La Fuente

Menininha sapequinha
do baby-dool cor de rosa
renda branca na perninha
vejam como é formosa.

Toda linda e rechonchuda
não pode comer biscoito
mas não quer ser barriguda
por isso só come oito.

Ela fez uma promessa
de plantar uma florzinha
e fugir o mais depressa
das delícias da cozinha.

Mas será que esta menina
rechonchuda e tão formosa
entrará na disciplina
da dieta rigorosa?

Hull de La Fuente

O CIRCO CHEGOU!!!!


O CIRCO CHEGOU!!!!



Falo ao respeitável público
Sentado nessas cadeiras
sobre o momento lúdico
de piadas e brincadeiras.

O meu nome é Espoletinha
Faço muitas piruetas
Junto com o Risadinha
O palhaço das caretas.







O palhaço Pé no Chão
É um grande trapezista
Armador de confusão
Com o anão equilibrista.





O palhaço Damião
Que grande herói ele é
já afugentou um leão
Com o cheiro do chulé.





Tem o domador beduíno
Do deserto do Saara
Do porte de um menino
Mas as feras ele encara.







Vem ver a mulher barbada
Que briga com todo mundo
E vive de pá virada
Não sossega um segundo.




Tem a dançarina espanhola
e o macaco Barnabé
que lhe rouba as castanholas
e devolve com rapé.



Tem o anão Benedito
Que anda de ponta cabeça
tem jeito bem esquisito
mas gosta que agradeça.




Acomode-se, meninada!
Pra momentos de alegria
Este é o circo das risadas
Com a nossa companhia.

Hull de La Fuente





Chegou Edumanes


O circo chegou à cidade
Toda a criançada animou
No rosto muita felicidade
O palhaço para elas olhou!

Com o seu, vermelho, nariz
E seus compridos sapatos
A criançada ficou feliz
Em troca de uns patacos!

O palhaço divertido
Toda a noite a sorrir
Com o seu fato colorido
Se esqueceu de dormir!

No circo tinha mulher barbada
Muitas outras coisas mais tinha
De toda a espécie bicharada
De onde todos vieram, adivinha!

Vieram trazer alegria
Para grandes e pequenos
Com secções noite e de dia
Abrigados da chuva e dos ventos!

♥ Vi Noel pela vidraça... ♥





Eu vi Noel e suas renas
Passando bem apressado
Ele ia pra Viena
E o trenó estava lotado.

Eu e minha irmã Alice
Ficamos admirados
Igual ao que a mamãe disse:
São momentos encantados.

O trenó todo brilhante
Exibia-se no céu
Com um som entusiasmante
Que se perdia ao léu.

Também ouvi o hou, hou, hou!
Ou não seria Noel,
Pois foi como ele ensinou
Às renas o seu papel.

Seriam renas a carvão?
Pois de suas ventas saía
Fumaça em profusão
Minha irmã olhava e ria.
Mas a bonita imagem
Aos poucos se foi perdendo
O trenó ganhou vantagem
Entre as nuvens se escondendo.
Hull de La Fuente

Chegou a Ana Marly

Adoração_

Ana Marly de Oliveira Jacobino

Noel chegou na minha casa
Abriu a porta da varanda,
Mas... Noel não tinha asa
Entrou dançando a ciranda.

Perto da árvore ajoelhou
Aos pés do Menino -Jesus
Linda música Noel cantou,
Louvando a criança da luz.

Cada criança desta terra,
Em grande amor fraterno
No peito coração encerra
O Natal deste Deus Eterno!


Chegou Edumanes
Vem Noel, trazer esperanças
Com suas Renas se aproximar
Com as prendas para as crianças
Carregado o trenó com elas a puxar!

As crianças a olhar
A sorrir de contentes
Papai Noel vai chegar
Todas iguais e não diferentes!

Penso eu deveria ser assim
Desigualdades no mundo não haver
Uns têm, no paraíso um jardim
Os que mais trabalham menos ter!

O Trenó não se escondeu
Vem ao encontro das crianças
Só quem manda se esqueceu
Que do novo mundo são esperanças!

Tenham respeito por elas
Não as abandonem em qualquer lugar
Do mundo são as crianças mais belas
Que podem futuro melhor continuar!

♥ SILVINHA VIROU FADA ♥



SILVINHA VIROU FADA



Ah, se eu fosse uma fada
para nas nuvens brincar
E na noite enluarada
ouvir estrelas cantar…

Assim dizia Silvinha,
Uma menina sonhadora
Que da manhã à noitinha
Lá no campo era pastora.

Enquanto pastoreava
Ficava cantarolando
Das ovelhas ela cuidava
E a fadinha esperando.

Mas numa tarde serena
Quando à casa retornava
A linda fada Açucena
No caminho a esperava.

Num toque rápido e preciso
Deu-lhe asas transparentes,
Uma varinha com guizos
E um vestido reluzente.

Silvinha voou pra nuvens
E levou as ovelhinhas
Com suas brancas lanugens
Juntaram-se às estrelinhas.

E hoje no céu se vê
Nas noites enluaradas
Entre as nuvens um fuzuê:
É Silvinha a bela fada.

(Hull de La Fuente)

Chegou a Felipa

Qual a menina que não sonha em fada ser?
Pena é que de verdade isso não possa acontecer...
Não pode? Quem disse que não podia?
É só deixar-se voar nas asas da fantasia!

Chegou Edumanes

Silvinha sonhou fada ser
Nas nuvens a brincar
Para de perto as estrelas ver
E nelas poder tocar!

Um sonho de menina
Nas nuvens a voar
Tem asas Silvinha
Onde irá ela pousar?

Será no ramo de uma flor
Lá no campo encontrar
As ovelhas e o pastor
Que andam no prado a pastar!

O sol a brilhar
Chegou a primavera
Silvinha,continua a sonhar
Transparentes são as asas dela!

Silvinha sonhadora
De vestido reluzente
Muito linda voadora
Nas nuvens se sente!

Essa menina bonita
Que sonha ser fada
Será que ela acredita
Que a Lua pode ser de prata?

♥VOAR EM SONHOS ♥



VOAR EM SONHOS
Hull de La Fuente

Quem é que já não sonhou
que voava pelo mundo
e depois quando acordou
ficou quase iracundo.

pois voar é bom demais
É uma sensação gostosa
Que não se esquece jamais
Voar sobre um mar de rosas.

Foi assim que eu alcancei
A doce Ilha dos Sonhos
E onde eu encontrei
Um mundo lindo e risonho.

Passarinhos cantadores
E crianças a brincar
A alegria das flores
Por toda ilha a enfeitar.

Frutas doces, guloseimas,
Casinhas de chocolate
Que provei pra tirar teima
Era cacau e abacate.

As casinhas derretiam
Sob o sol do meio dia
E assim todos bebiam
Do licor da alegria.

E depois eu acordava
Com a doce sensação
De que a ilha que eu sonhava
Não era só ilusão.

Eu voava sem ter asas
Por sobre rios e serras
Mas via sempre minha casa
Posada firme, na terra.

Hull de La Fuente



Chegou o Edumanes
Pelo mundo fora
A sonhar vai voando
No espaço quando acorda
Continua balançando!

Pensa as estrelas alcançar
A brilhar lá no céu
Quando muito alto ia a voar
Passou o vento e levou seu chapéu?

Numa casinha amarela
No jardim verde manto
Voa-voa que a vida é bela
Melhor do que ela não encontro!

Passarinhos a voar
Nas árvores pousando
As crianças a brincar
Sorrindo e chorando!

Com as suas brincadeiras
De meninos inocentes
Dizem palavras verdadeiras
Nos seus lábios sorridentes!

Numa ilha flutuante
Seu jardim encantado
Para lá do horizonte
Com ela terão sonhado!

Chegou a Dalinha



Sei que não sou passarinho
Porém meu sonho é voar
E sair batendo asas
Com magia levitar
Como fazem as gaivotas
Que voejam sobre o mar.