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♥Pequeno viajante. ♥



Era um menino inteligente, que cedo ascendeu para a leitura. Comum vê-lo silenciosamente perdido em leituras como se vivesse sempre uma aventura. Numa manhã ensolarada de maio ele estava feliz numa biblioteca, quando abriu um novo livro e sentiu um clarão invadir a sala e entrar pelo livro como um arco-íris numa lagoa encantada.


Um largo sorriso se abriu naquele rostinho encantado, eram vários bichinhos de todas as cores e tipos, que pareciam sair das paginas do livro e ficavam dando voltas na sala, bem como pousavam na cabeça, ombro e mãos do menino que estava extasiado em meio a aquela festa de bichinhos iluminados.


Como não acreditando brincava de fechar e abrir o livro e cada vez que o fazia, novos bichinhos surgiam na sala em manobras cada vez mais mirabolantes para alegria e festa do menino. Quando num destes abrir e fechar livro, surgiu uma linda pomba branca, que planou na altura dos olhos dele e ficaram se olhando. Em êxtase ele viu a face do Menino Jesus. Então num sorriso e estendeu a mão para tocar no rosto do Menino Deus, mas foi ele, que sentiu um toque suave no rosto, mas logo a pomba alçou um voo e sumiu no céu azul.


Assim todo o dia volta à biblioteca, retoma o livro como se pudesse reencontrar o Menino Jesus, olha pela janela e vê vários pássaros brancos pelo jardim, mas aquele pombo branco nunca mais viu, mas sente que alguém esta sempre por perto.


Hoje quando vai à igreja fica sempre admirando aquela pomba branca na parede, que a mãe diz, que é a imagem do Espírito Santo. Ele sempre dá um sorriso, olha para a mãe e se volta para a imagem.

Toninho

♥ Vento que tudo leva.♥

 


Vento que tudo leva.


Naquele mês de junho em pleno inverno com seus ventos frios e constantes, Marina estava de férias com sua vó e apaixonara por uma bela e exótica flor que parecia uma bonequinha de cabelos brancos e assim todos os dias, ela visitava a florzinha e tocava de leve seus cabelos como se a fizesse ninar, como sua vó fazia todas as noites com ela.


Porém naquela manhã um vento assanhado e malcriado passou pelo jardim, as flores minúsculas se quebraram diante os olhos assustados da menina, que em prantos entrou pela casa desesperada e maldizendo o vento, que tudo levava até os passarinhos se esconderam naquele dia.


Tão logo a vó ouviu, correu ao encontro e a abraçando, quis saber o que se passava. Entre soluços Marina balbuciava pragas contra o vento com reprovações da avó, dizendo que eram coisas de Deus e saiu com ela, para mostrar o moinho, que girava pela força do vento e produzia a energia para a casinha. O vento não era assim tão ruim dizia ela.


Mas a menina soluçando, mostrou para a vó uma pequena flor branca, maltratada pelo vento e dizia à sua vó, que ela era sua filha em forma de uma boneca de cabelos brancos lisos. Só então que a vó entendeu o desespero da netinha e a levou para ver que outras flores como aquela, no outro lado da casa e que lá estavam perfeitas e protegidas contra os ventos e que ela poderia adotar outra flor e dedicar seus carinhos.


Marina curiosa sorriu para vó e logo foi se encontrar com uma das flores, que estava mais baixa e deu um beijo nela e começou a cantar a mesma canção, que ela cantava todas as noites para ela dormir. A vó movida de emoção ouvia e deixou cair uma lágrima. Sorrindo se dirigiu para a cozinha, muito encantada com a meiguice da netinha e tratou logo de terminar um bolo de cenouras para agradar a netinha.


Toninho.
Junho/2015

♥ O sapo Arlequim. ♥


Toninho




Pedrinho era um garoto muito curioso.

Numa manhã ao ouvir sons fora da casa, saiu para o jardim e deparou com uma família de sapos na maior algazarra com brincadeiras de esconde-esconde e jogando bolas.

Entre eles tinha um sapo, que se destacava aos olhos de Pedrinho, pela esperteza de enrolar os outros com acrobacias nos arbustos do jardim. Logo o chamou de Arlequim.

Com seu celular fotografava e fazia filmes curtos, para enviar aos seus amiguinhos e sua avó Anne.




Pedrinho estava eufórico com aquela legião de sapos de barriga amarela.

 Logo começou enviar fotos, para os amigos via WHATSAPP,todos estavam curiosos, para entender tantos sapos no jardim da sua casa, no que ele dizia, que era por causa de uma plantinha que os atraía, mas que ele não sabia o nome, mas que vovó Anne estava pesquisando na internet. 

Claro que era mais uma baboseira de Pedrinho para tirar onda com seus amiguinhos.



Mas seu amiguinho Neno, neto de vovó Chica, respondeu a mensagem para o grupo assustando Pedrinho.

Segundo Neno sua avó pesquisou no Google, que os sapos de papo amarelo quando assustados, se defendem com um jato de urina no rosto das pessoas e que esta pode cegar a pessoa. 

Nesta hora Pedrinho assustado, de olho arregalado correu para a casa, para questionar sua vovó. 

Porém levou um grande susto, ao ver o Sapo Arlequim pendurado na maçaneta da porta, com olhos vermelhos na sua direção. Pedrinho ficou estático sem saber se gritava por sua mãe ou por sua vovó Anne.




Pedrinho pensou em voltar lentamente, mas sentiu suas pernas bambas, foi afastando de marcha à ré devagarinho, mas tropeçou nos degraus da pequena escada, quando Arlequim ensaiou um pulo. 

Pedrinho gritou com toda força do pulmão e caiu de costas no jardim com todos os sapos em volta dele. Então sentiu seu corpo molhado e um cheiro de xixi, no momento que sua mãe chegava ao quarto aos berros, para acorda-lo para ir para a escola.




Ele assustado deu um suspiro e perguntou à mãe, se na sua casa tinha alguma arvore que atraía sapos de papo amarelo, no que ela disse:

- Deixe de bobagem e vá logo se arrumar seu mijão na cama, pois já está muito atrasado para pegar o transporte para a escola. 

Que historia de sapo é esta? Acorda logo menino!



Assim que chegou à escola, correu para encontrar Neno, que chegava com vovó e perguntou à queima roupa, se ele ou sua Vó Chica sabiam alguma coisa sobre veneno de xixi de sapo. 

Mas o Neno numa gargalhada que chamou a atenção da turma no pátio, respondeu para alivio de Pedrinho:

- Eu não entendo patavinas de sapo Pedrinho nem minha vovó que detesta, de onde você tirou esta historia, você deve ter sonhado maluco!

Aliviado Pedrinho saiu saltitante para a fila de sua turma, para cantar o Hino Nacional, antes de entrar para a sala de aula, sob os olhos de curiosidades do Neno e da vó Chica.