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♥Pássaro Solitário ♥




Andando pela estrada, vou.
Final de verão, quase outono.
O silêncio grita onde estou,
De relance a relva espiono.

Sobre a haste do seco mato.
Vejo um serzinho solitário.
Parado, pensando a vida em seu recato?!
Nada! É o papa-capim enfeitando o cenário.

Aproximei-me devagarzinho.
Não poderia perder a oportunidade.
Em fotografar aquele animalzinho,
Para matar a minha curiosidade.

Ele bem comportado,
Permitiu-me a façanha,
Fiquei um pouco desconfiado,
De sua cordialidade tamanha.

O galho seco pendeu,
Como se fosse uma gangorra fugaz,
E o bichinho se prendeu,
Numa agilidade perspicaz.

Ele lá no galho ficou,
Dei curso ao meu caminho,
Saudade em mim deixou,
Aquele menino passarinho.

♥ A CORUJINHA ♥

Imagem daqui

No pátio do colégio apareceu,
Uma corujinha igrejeira.
O grupo se enterneceu,
Pelo modo simples da faceira.


Seu olhar observador,
Parecia displicente.
Quando o povo curtidor,
Fazia-lhe festa, bem contente.


É o símbolo da sabedoria.
Disseram os gregos sobre a ave,
Boa inspiração os teve um dia,
A habitante do oco da árvore.


Representa o saber filosófico,
A teoria pura, a ciência abstrata.
O homem, às vezes, não é lógico,
Rasga a noite, e não nos maltrata.


Da noite, é a senhora,
Enxerga bem no escuro,
Onde o sujeito natural não explora,
O problema diário obscuro.


Uns a chamam de azarenta,
Por seu piar e esvoaçar.
Porém o azar não lhe aguenta,
É pura crendice popular.


O macho da fêmea se aproxima,
Nas garras, uma presa traz.
Se ela, com o presente, se anima,
O acasalamento satisfaz.


Um nome seria bom dar,
A essa criaturinha de estimação,
Que veio para conquistar,
O colégio, com sua afeição.


A garotada se entusiasmou,
Com o amor da corujinha.
Pra casa quase a levou,
Pra dela receber, o olhar com carinho.


(((o)))o(((o)))o(((o)))

Chegou Edumanes:

Tunin, o autor,
do poema Corujinha
o escreveu com amor
num dia, quase à noitinha!

Estava triste a Corijinha,
logo, a seguir ficou contente
dos olhos transparente
deixou cair uma lágrimazinha.

De tristeza, não foi não,
foi uma lágrima de alegria
porque o Tunin tem razão
nos encanta a sua poesia!

♥ MEU JIQUIRIÇÁ ♥



Meu Jiquiriçá já não tem grandeza,
Antes caudaloso, cheio de vida.
Caminho de pescadores em lida,
Choram a falta de outrora riqueza.


Fio de água corre manso no leito.
Tenta sobreviver a todo custo.
Pensa se vê, novamente, robusto.
Reclama das nuvens o liquefeito.


Nem na fragilidade ele se cala.
Trilha sobre pedras em Santa Inês,
E, nelas ouve a voz de sua fala.


Ele não quer nem deseja murchar,
Mas reviver tal qual flor em buquês,
Para ao Vale seu cheiro perfumar. 


Em homenagem ao Rio Jiquiriçá que nasce em Maracás-Ba e banha as cidades de Planaltino, Irajuba, Santa Inês, Ubaíra, Jiquiriçá, Mutuípe, Laje, Jaguaripe até desaguar em Valença, formando o famoso Vale do Jiquiriçá. O rio, hoje, está doente e pede socorro. Em meus tempos de criança ele era limpo e caudaloso. Saudades!


* Esse lindo poema do Tunin, pode fazer ver às crianças de hoje, que infelizmente, pelo desrespeito dos homens pela natureza, que só usaram e a abusaram, sem cuidados, que antes, as coisas eram diferentes. 

Os rios eram lindos, caudalosos e deixaram saudades. Pena,né?  

♥Penas no ar... ♥



IMAGEM DO GOOGLE.

Tunin

O vento chega soprando,
Levantando a poeira do chão.
Penas soltas ficam levitando,
Crianças atentas, logo em ação.


São penas colorindo o ar,
Voando como pássaro em revoada.
Não se detenha o meigo olhar,
Daquelas peninhas em retirada.


A criançada corre para a dança,
Tentando as penas pegar.
O gordinho do Zé sacode a pança,
Sem força para alcançar.

É um corre-corre geral,
Para ver quem pega mais pena,
No meio do redemoinho desleal,
Gostoso é participar daquela cena!

De repente o vento parado,
As penas começam cair,
A garotada decepcionada,
Desejando vê-las subir.

Mas não se fazem de rogado,
Coloca-as na ponta dos dedos, com avidez,
E com sopro forte e arrojado,
Fá-las subir outra vez.

Tunin

Chegou Edumanes:

Penas no ar, voando no vento,
quem escreveu foi o poeta Tunin
porque eu não sei nadar não invento
um poema e versos escritos assim.

Não lhe falta tanta imaginação,
ele muito bem a sabe fabricar
em paz, longe de qualquer confusão
vi no vento penas a voar.

Eu te vou sim louvar,
pelo poema tão bem escrito
bom fim de semana te desejar
Tunin, um abraço, poeta amigo!

♥ POMBINHA BRANCA ♥



Imagem daqui

.
Tunin

Pombinha branca, Maricota,
Empoleira-se antes que anoiteça,
De lá soltou sua bolota,
E caiu na minha cabeça.


A minha camisa manchou,
A safada da pombinha,
E ela em mim deixou,
A sua marca bem fininha.


Nem me deu atenção.
Permaneceu tranquilamente.
Fiquei com cara de bufão,
Fiz um lamento, somente.


Dei-lhe boa noite, entrei,
Para contar o acontecido,
uma surpresa encontrei,
Meu irmão aborrecido.


Ele também fora vítima,
Das bolotas da pombinha,
Mas não há coisa mais legítima,
Que amar essa criaturinha.


De manhã já acordado,
Sai pra ver sua carinha.
Ela, porém tinha voado.
E só sobrou sujeirinhas.


Eta pombinha fantástica!
Rufla as asas, vai embora.
Deixa saudade drástica,
Sem dizer que hora volta.

Tunin

Chegou Edumanes

A Pombinha Branca!
Continua a voar
Com a sua graça tanta
Onde irá ela pousar...

Leva com ela a esperança,
De um futuro risonho
Voando sobre a montanha
Assustou-a um estrondo.

Num colorido jardim,
Foi pousar numa flor
Este poema escrito por Tunin
Grande poeta inspirador.

A safada da pombinha,
Deixou cair uma caganita
Maldade ela não tinha
Mas sujou-lhe a camisa.

Aconteceu por incidente,
Ela não a conseguiu suster
Água fresca corria da nascente
Foi a pombinha à fonte beber.

♥O PALHAÇO ♥

O PALHAÇO


Fig do Google.

 Tunin 

Lá vem o palhaço
Com seu enorme nariz,
Fazendo barulhaço,
Na criança feliz.


Seu nome é Folgado,
Vive a vida sorrindo.
Sempre acalorado,
Seja bem-vindo!


Em suas várias piruetas,
Há uma criança a sorrir.
Sua face, careta.
Faz-nos divertir.


Seu cabelo palha de aço,
Para chamar a atenção.
É a personagem palhaço,
Que vem ao coração.


Saudades da infância,
Do circo Nerino.
Que na sua elegância,
tinha palhaço franzino.


Hoje tudo mudou.
A garotada assiste ficção.
O palhaço até emigrou,
E é visto na televisão.

O palhaço é uma criança,
Que vive na criança da gente.
Pula, cai, roda, balança.
Para fantasiar a nossa mente.

 Tunin 


(((o)))o(((O)))o(((o)))

Chegou o Edumanes:

Esse palhaço, é engraçado sim!
Aqui em Portugal o palhaço é diferente
Porque só sabe fazer chinfrim
Em vez de nos fazer rir, castiga a gente!

É de tudo o mais impertinente
O palhaço português
De muitos outros palhaços é diferente
É verdade, e não talvez!

O palhaço do circo, é bom!
Faz rir miúdos e graúdos
Ser palhaço é o seu dom
Não entendem assim os cabeçudos!

♥ Cavalo de pau... E, Parabéns aos papais!♥





Em meu cavalo de pau
Eu descia a ladeira
Trotando e galopando até o vau
Eu alcançava a dianteira



Aproveito essa brincadeira linda tão bem lembrada pelo nosso Tunin  para desejar um lindo e feliz Dia dos Papais para todos os papais blogueiros, amigos que aqui passarem.  

Que a relação pais/filhos seja tão linda e possa ter esse resgate às antigas e nunca esquecidas brincadeiras.  Elas fazem bem demais!

Abração, papais!  Curtam bem o seu dia!

 chica

♥ A PORQUINHA PRETA. ♥


Tunin





No Sítio do tio Zezinho,
Morava a porca Preta.
Ela conduzia os filhinhos,
Como se fossem maletas.

Três eram os porquinhos,
Da mamãe, com grande amor.
Bolinha, Gorduchinho e Magrinho,
Que cuidava com ardor.

Zelos exagerados,
Mamãe porca aplicava,
Aos filhotinhos amados,
Que tanto vigiava.

Os bichinhos foram crescendo,
Já querendo namorar.
E ela entristecendo,
Por não poder controlar.

O esperto jovem Bolinha,
Decidiu de casa voar,
Para viver sua vidinha,
Longe dali, noutro lugar.

A senhora porca quase morreu,
Com dor no coração,
Quando viu seu fedelho,
Tomar radical decisão.

Em busca de afirmação,
Gorduchinho e Magrinho o seguiram,
Obedecendo a intuição,
Deixaram a mamãe; partiram.

E a porquinha ficou só,
Lamentando a solidão.
Chorava de dá dó,
Procurando atenção.

Mas para o seu consolo,
Em oportuna ocasião,
Eles vinham a tiracolo,
Para festejar a união.

E a velha Preta percebeu,
Os exageros levados a fundo,
Porque filhos não são seus,
Mas cidadãos do mundo.

Tunin

* imagem google

♥O piquenique ♥


O piquenique
Tunin

imagem do Google

Duas vezes por ano,
A professora da escola,
Executava o seu plano,
Preparado na cachola.


Era o famoso piquenique,
Que reunia a criançada,
Metida e muito chique,
Para comer a feijoada.


O evento na fazenda,
Ao som da voz do rio.
Tal qual feliz prenda,
Lindo, belo atavio.


A meninada corria,
E nunca se cansava,
Era imensa euforia,
Que ela demonstrava.


Via o galo correr,
Fazendo sua gracinha.
Dizia a turma a perceber:
Ele vai namorar a galinha.

A galinha fingia não entender,
As intenções do senhor galo,
Mas resolvia ceder,
E ria-se do espetáculo.

A gurizada fazia gritaria,
Pelo ato consumado.
O galo garboso saia,
Batendo as asas aliviado.

Muita coisa pra contar,
Dos piqueniques da infância.
Peripécias a enumerar,
Isto era uma constância.


E, assim, ia-se o dia,
E pra casa se voltava.
Com saudade da alegria,
Que o piquenique proporcionava.

♥ Pião...♥





Eu girei o pião,
Você também girou.
Na palma de minha mão,
Ele rodopiou.


Roda pião, roda.
Nunca deixe de rodar.
Jamais saia de moda
Pela emoção do brincar.


É belo vê-lo dançar,
No rodar sem parar.
Quando a força começa a esgotar,
Ele para pra descansar.


O pião a movimentar,
Ativa a imaginação
Da criança que ao olhar,
Guarda-o no coração.


No recreio da escola
Era disputado o pião.
Aquele brinquedo que rola,
Em gostosa competição.


Ainda tenho na lembrança
Toda aquela sensação.
Da sadia festança,
Ao rodar do pião.



imagem do google.



Chegou a Majoli

Lá em casa disputa sempre havia
Quando estávamos com o pião
Era momento de muita alegria
Quando rodávamos o pião na mão

Quem deixasse o pião cair
Para o final da fila ia
O gostoso era competir
Sempre em pura harmonia

Eu era a mais esquentadinha
Gostava de ir lá pro final não
Ia toda emburradinha
Queria ganhar na disputa do pião

Mas nem sempre podemos ganhar
Só com o tempo eu aprendi
E agora com meus filhos a disputar
Perco muito, mas vivo a sorrir

Chegou Edumanes

Eu vi o pião
No chão a rodopiar
Apanhei-o com mão
Depois de ele parar!

No pião enrolei
O cordel com a mão
E ao chão o lancei
E levei um esticão!

Era da criançada
Divertida brincadeira
Por isso sempre andava
O pião na algibeira!

Cada um apresentava
Com orgulho o seu pião
Com arde se lançava
E a rodar se via no chão!

Se organizavam campeonatos
Com o jogo do pião
Entre uns e outros
Saia o vencedor campeão!

Vê-los a dançar
Muito tempo no chão
E a gente a olhar
Era muita a emoção!


Voltou Edumanes
Voltando ao pião
No topo a carapinha
O corpo em forma de coração
Ao fundo tinha
Um bico de metal
O cordel fixava
Na carapinha afinal
Até ao bico
Sobre o corpo se enrolava
E só depois de conferido
Ao chão se lançava.
Bem lançado o pião
muito tempo ele rodava
Era tanta a emoção
Que a garotada
A olhar para o pião
À escola chegava atrasada
E levava com a régua na mão
Por são saber a tabuada!

Chegou a Maria Luiza!

Quanta coisa boa
Quanta coisa linda
Ali atrás eu perdi,
Mas hoje não perco não
por causa desse pião

Tunim, Majoli e Edumanes
Vieram brincar também
mas o que eles não sabiam
É que sei brincar também

Tunim, moço poeta
Guarda no seu coração
A disputa tão famosa
Do rodar de um pião!

Majoli, esquentadinha
Corria ao final da fila
Mas não ia emburradinha
Pois era o que ela mais queria
Para ter o pião
Mais vezes em sua mão

Edumanes brincou tanto
Que a tabuada não aprendeu
E por conta disso
Reguadas na mão lhe rendeu

E o pião me deixou na mão
Pois a roupa me espera,
Os pratos na pia estão
Bem feito, pela sua intromissão

E para você lá vai o meu beijão!

Voltou Edumanes


Maria Luísa escreveu
Foi tanta inspiração
Da roupa se esqueceu
Por causa do pião!

E os pratos na pia
Porque seria então
Eu a aconselharia
A ter mais atenção!

Fala de Tunim, Majoli e Edumanes
Um deles poeta de profissão
Comigo não te enganes
Eu te vencerei no jogo do pião?

Diz que eu não sabia a tabuada
Mas para compensar manda um beijão
Sempre é melhor do que nada
Maria Luísa eu te agradeço do meu coração.

Não te possa dar nada
Dou-te a penas razão
Divertida brincadeira da pequenada
Era o jogo do pião!

Eu te mando a um abração
Mas pouco apertado
Junto um perto de mão
E o meu sincero obrigado!


Chegou o Antonio Rubilar

Eita tempo bom
Do inesquecível pião...
Que saudade, de um tempo bom
Mesmo estando no Japão..

O pião do amigo Tunin
Faz a gente recordar
Me lembro que ia dormir
Já pensando em acordar..

Hoje é tudo diferente
Não tem pião a girar
Crianças hoje se isolam
E os games é o que há...

♥ O Sapo ♥




O sapo cururu
Lá do sertão da Bahia,
Não é nada jururu,
Ele canta e assobia.


A meninada na roda do papo,
Em certa noite de luar,
De repente vem o sapo,
E se põe a espiar.


Pula daqui, pula de lá,
O bicho salta para valer.
O garoto vem a perguntar:
Ele “tá” com fome, quer comer?


Não, ele só quer participar,
Desta nossa brincadeira,
Apressa o gordo a falar:
Vou jogá-lo na cachoeira.


O menor fica a choramingar:
Não faça isto com o sapinho,
Ele só quer se esquentar
Deste seco friozinho.


E meio a tanto barulho,
Da gurizada a gritar,
O sapo correu para o entulho,
E de lá ficou a coaxar.

(situação vivida na infância) 

 Tunin 

Chegou a Rosane


Todos desconfiam da vida do sapo.
Mal sabem tais pessoas que sapo tem vida boa!
Quando não está catando inseto...
Está feliz na lagoa!
Parece meio triste ou malvado, mas isso não é fato.
A fama de mau moço é apenas boato!
E fiquem sabendo, tenho medo e corro longe, quando vejo um sapo.
Mas tenho que admitir: admiro seu papo!

Chegou a Ana Marly

Sapo Onomatopéico _

Ana Marly de OLiveira Jacobino

Coach,coach,coach, coach, coach
Splasch, splesch, splasch, splesch
Coaxa, vovô Sapo Onomatopéico.
Coach,coach,coach, coach, coach.

Sapo cururu na lagoa Santa Rosa
Floreia no seu coaxar barulhento,
Sapo Onomatopéico é todo prosa
Mostra para a criança divertimento!

Coach,coach,coach, coach, coach.

Menino escuta o som do vovô Sapo
Como se fosse uma dupla sertaneja,
A sapaiada coaxa estufando o papo
Cantando junto com o coral da igreja! 

Coach,coach,coach, coach, coach. 

* Estudante...



O estudante tem sua rotina,
de ir à escola todo dia.
Por isso é preciso disciplina,
um exercício de cidadania.

O ensinar e aprender
firma, no aluno, a personalidade.
Se você quiser o saber,
use de toda responsabilidade.

O tempo não voltará.
Aproveite a oportunidade.
Amanhã, taarde será,
viva hoje a realidade.

Estudar com afinco e amor,
hoje sem vacilar.
Para um futuro promissor,
e seus sonhos realizar.



Chegou o José

Aprende o mais que puderes
não desperdiceis este momento
na vida quanto mais saberes
melhor será daqui para a frente


Chegou Maria Helena

Estudar é descobrir os mistérios
Que um mágico no mundo deixou
Só quem estuda vai desvendar
Esse mundo encantado de amor

Chegou a Majoli

Penso eu que o estudante
É uma pessoa significativa
Vai ter um futuro brilhante
De uma forma afirmativa

Para isso basta ser atencioso
E ao estudo se dedicar
E de um jeito glorioso
No futuro há de brilhar

E no dia em que se formar
Seja na faculdade que for
Poderá a todos demonstrar
Que é um grande conhecedor

Chegou Dalinha

Criança que vai a escola


Tem uma boa criação.

Cabe ao professor

A ela dar instrução.

Família e escola unida

Com a criança inserida

É a base da educação

* Em casa, a gente conversa!



Em casa, a gente conversa!


Todo adulto que se preza,
Tem uma história para contar,
Das peraltices que fizera
Quando criança a traquinar.

Se a mãe o olhava,
Com olhar reprovador,
O pimpolho logo pensava:
Ih! Fiz coisa, ela não gostou!

Mãos entre as pernas,
A cabeça abaixava,
Via a mãe como a fera,
Do cinturão não escapava.

Ficava desconfiado,
Pensando no que agradar
Para ser desculpado,
E da surra se livrar.

Ela não dava “mole”
Para a coisa não certa.
Dizia ao moleque: se controle,
Em casa, a gente conversa!

E essa tal de conversa,
Era apavoradora.
Como fugir da perversa,
A surra reparadora!

Depois de a conversa aplicar,
Lá vinha a fala do amor:
Isso é para você se orientar,
E ser homem de valor.

O menino se redimia,
Afirmando ser consciente,
No dia seguinte repetia,
Tudo do modo presente.

E assim era a vida,
Na visão de cada mãe,
Com a punição merecida,
Hoje bênçãos são.

Chegou José

Eu queria escrever um verso
dos meus tempos de menino
era um moço muito travesso
e era por demais traquino

Chegou Majoli

Em casa a gente conversa
Frase que eu levo comigo
Ouvi de papai, de mamãe
E agora pra meus filhos eu digo

João Antonio sempre diz assim
Eu em casa nem vou entrar
Eu fico tiririca, super brava
Mas tento me controlar

Marco Aurelio sempre dizia
Mas mamãe eu nada fiz
Com aquela carinha tão danada
Parecia que crescia o nariz

Marco Antonio foi diferente
Ouvia tudo calado
Nunca respondia, abaixava a cabeça
Sempre foi muito educado

Mas uma coisa posso dizer
Tudo isso saudade deixa
Os filhos crescem, vão pra longe
E a gente se queixa

Chegou Maria Helena

E quando chegava visita
E sobre algo eu ia opinar
Minha mãe falava com os olhos
E mandava eu me calar.

* TEMPOS DE VERÃO


Bate forte vento sul,
folhas voam e caem no chão.
O céu se torna de brilho azul,
é chegado o quente verão.

O sol brilha cedinho,
aquecendo a natureza,
logo,logo vou à prainha,
prá desfrutar dessa beleza.
 

Chegou Fernanda

O verão é estação
Que reflete energia
O sol com o seu lindo brilho
Fazendo-nos companhia.

Nesse céu azul imenso
Refletindo varonil
A presença forte e bela.
Do nosso querido Brasil.

Chegou Maria Helena

Que o sol enxugue as lágrimas
E transforme tudo em sorrisos
Que busquemos viver as emoções
Que nos levem ao paraíso

Chegou  José

O vento que vem do norte
bate no cais deste poente
umas vezes bate mais forte
outras vezes mais levemente

Chegou Majoli

E o verão cá na minha cidade
Nos deu um pouco de tempo
A chuva trouxe um pouco de frio
Terei que arrumar algum passatempo

Mas como aqui não tem praia
Até que não reclamo
Mas agora nas minhas férias
Ir pro litoral eu programo

E desejo que faça sol
E tenha o gostoso vento de beira-mar
Pois além de pegar uma cor
Quero também me refrescar

Chegou Meri Pellens

Aqui não tem prainha
Só o calor de rachar
Tomo suco bem gelado
E um banho para refrescar

Chegou Leila Dohockzi

Que brilhe intenso esse sol,
Constantemente
Nesse céu claro,
Esse sorriso contagiante
Nessa alma alva,

Que tão clara,
Faz mais claro os deslumbres,
do sol, estrela maior que sucumbe,
Aos encantos da lua que surge...

E na noite quente, de Lua clara
O sol se dá, da forma mais rara:
Se entrega sem deixar perceber.
A Lua, sentindo-se amada,ama também
Até o amanhecer.

Assim se faz o verão,
Na Terra e nos corações

Chegou Cacá

Vou pedir ao Pai do céu
pra mandar esse sol para cá
quando esta chuva em véu
acabar de cair
o dia melhor há de ficar.

Chegou Dalinha

O sol é fonte de luz,
Que ilumina a beleza.
Quando nasce sua luz,
Da vida a natureza.

* ZEZINHO PÉ NO CHÃO

Zezinho pé no chão,
Assim era conhecido,
Por todos da região,
Pelo seu jeito oferecido.

Acordava bem cedo,
Lambuzava um cafezinho.
Nada lhe causava medo,
Não se sentia coitadinho.

Abusar a garotada,
Sua diversão predileta.
Jogar pedras na vidraça,
O grande feito dileto.

Era um menino carente,
Sua mãe cedo partiu.
No mais íntimo da mente,
Guardava um largo vazio.

Vivia sem disciplina,
Pensando, feliz ser.
Mas seu modo traquina,
Não se lhe deixava ver.

Na escola, a professora,
De sua chacota não escapava.
Até de cabo de vassoura,
a “velha” mestra apelidava.

A avó, à escola, era chamada
Para saber do ocorrido.
Zezinho bem aprumado,
Ficava de cara lambida.

O diretor fazia sermão
Sobre as atitudes do sem tino,
Mas ninguém buscava explicação
Para as peraltices do menino.

Certo dia, fada-mãe,
Encontra-o a peraltear.
Sobre sua cabeça a mão põe,
E ele começa a chorar.

O carinho recebido,
À sua alma, toca forte.
Ele se deu apercebido,
Rumo novo à sua sorte.

O traquina hoje é cidadão,
Homem de grande valor.
Esqueceu a perseguição,
Transformou-se em doutor.

Se alguém o inquieta,
É preciso dar atenção.
Busque ajuda concreta,
Não abuse da punição.

Tunin

* Nota do autor:
 Zezinho pé no chão é  uma  história verídica de um menino que não tinha mãe e por isso aprontava muito. E as pessoas não entendiam o motivo.  Tunin

Chegou José

Pois é o zezinho
causava tanta briga
precisava de carinho
e no ombro uma mão amiga

* SABIÁ NA GAIOLA


O sabiá na gaiola,
Canta sem parar,
Como o som na viola,
Que soa para alegrar.

Alegrar vidas fartas e modestas
Que pela porta velam.
Aquele som com ar de festa,
Todos, nele, ali navegam.

Navegam ao pensar na sorte,
Daquele sabiá a cantar,
Que preso fica até a morte,
Quando poderia, livre voar.

Voar no celeste azul,
Como dita a natureza.
Cantar de norte a sul
Para exprimir sua beleza.

Beleza símbolo do Brasil,
Assim é conhecido pelo canto.
Em ambiente estranho, fica sutil,
No conhecido, emite seu contracanto.

Contracanto mavioso,
De qualidade musical.
Dez ou quinze notas, que fabuloso!
Escapam ao natural.

Ao natural vai saltitando,
De trampolim em trampolim,
Na gaiola se virando,
Sem ter noção do próprio fim.

Fim de um cativeiro,
Engaiolado preso está,
No canto belo do seu cheiro,
Liberdade ao sabiá.

Sabiá queria ser,
O to-to-ito no terreiro, cantar.
Aprisionado, jamais viver!
Para o dia inteiro vir saudar.


Chegou Angélica

Sabiá na gaiola
cantarola
que a vida
é pra voar...
Voemos então!

Chegou José

Eu ouvia canto um sabiá
nas árvores do meu quintal
onde será que ele está
com seu lindo canto musical

Chegou Fernanda

Olha só que coisa linda
Que está no galho a cantar
Com toda sabedoria
Um lindo sabiá

Canta passarinho belo
Canta para me ensinar
Que não há coisa mais linda no raiar do dia
Que o canto do sabiá.

* VAGALUME

VAGA-LUME

Noite escura sem luar.
Surge luz intermitente.
Vaga-lume que no ar,
pisca-pisca bem contente.


Chegou Dalinha

Vaga-lume Bonitinho
Que vive sempre a voar,
Traga a sua lanterna
E venha me iluminar.
Tenho medo do escuro,
E você pode me salvar!

Chegou Fernanda

Olha só que bonitinho
Todo bem reflorescente
O vagalume aqui na Chica
Está muito bem contente heheh...

Chegou José

Pisca-pisca o vagalume
dentre da noite escura
é luz, é fogo sem fume
o que será que ele procura

Chegou Livinha

Vagalume tem alminha
que me ilumina a cada dia
parece mostrar o caminho,
no percurso, da travessia...

* AO PÉ DA SERRA



AO PÉ DA SERRA

Tunin

Ao pé da serra havia,
No encontro de dois rios,
Uma casinha de sapé que acolhia,
Uma velha feliz em seus brios.

Acordava de manhazinha,
Para dos afazeres cuidar,
Preparar a comidinha,
E vê o tempo passar.

Vivia a felizarda,
Naquele belo recanto.
Com ela a passarada,
Alegrava-a com o seu canto.

A rola fogo apagou,
Cantava na cumeeira.
Ela nunca a desprezou,
Era sua companheira.

Botava fogo no fogão.
Botava lenha na fogueira.
Colhia jaca e mamão,
Levava para a brincadeira.

Aos domingos, era visitada,
Pela fogosa gurizada,
Que arrancava da inusitada,
Belas, lindas gargalhadas.

Gostava de adivinhação fazer,
Para a molecada animar.
No meio da roda do lazer,
Franco era seu tagarelar.

A criançada estimulada,
Em torno dela ficava.
A velha bem entusiasmada,
Histórias mil, contava.

Um dia ela fugiu,
Pelas asas de um condor.
Disse a deus, para o céu partiu.
A meninada, triste, triste, chorou!

Histórias contadas, a mim,
Para ninar e dormir.
Eram dramatizadas, sim,
Para a cama me conduzir.

Testemunha ocular, não fui.
Da legendária boa velhinha,
Mas a história aqui flui,
Para as páginas do SEMENTINHAS.


Chegou Livinha:

Com certeza esta senhora
era de sobrenome candura
viajando para outra morada
a outras crianças a ternura.

*A menina comilona...

Mariinha, uma menina,
Parruda e engraçada.
Devorava toda vinha
E ficava empanturrada.

De manhazinha ao acordar,
A geladeira visitava.
Iogurte, queijo, que paladar!
Sua boca adocicava.

Para as delícias olhava,
E não podia resistir,
Em sua mente só pensava:
Quero comer tudo que vi.

O pensamento voava
Pela guloseima tentadora,
Biscoito, escondido, para o quarto levava,
E, na madrugada, o comia vencedora.

A danada da gulosa,
Não notou que engordava,
Mas a vida saborosa,
Era o que lhe importava.

Foi ficando parrudinha,
De tanta fritura comer,
Porém, a alegre mocinha,
Queria, na gula, ter prazer.

A molecada não perdoou,
A fofa gorduchinha,
Um apelido lhe aplicou:
Lá vem elefantinha!

Por ter sido caçoada,
Não mais quis virar cocada,
Para não ser insultada
na boca da gurizada.

Entrou num forte regime,
e forma fina tomou.
A atitude que a redime,
Em modelo a transformou.

A bela apareceu,
Com esbelto corpo modelar,
A gordurinha esvaneu,
É vida nova a conquistar!

A turma boquiaberta ficou,
Ao ver a nova estrutura na praça.
Cada um, por si, pensou:
É a Mariinha! Que beleza! Que Graça!


* Essa poesia do Tunin, nos faz pensar em várias coisas...Há os que nada comem, ou quase nada e há os que comem de tuuuuuudo e mais um pouco... Temos que ter moderação até nisso.

Outro ponto é que as crianças não perdoam, logo colocam apelido, até carinhosos, mas sempre apelidos...

Quando isso acontecer, as crianças devem logo falar aos pais, contar em casa...Os pais saberão o que fazer.Até poesias eles fazem,rsrs...

Mas fica também uma linda lição...Ela reagiu e se deu conta que nem ela queria ficar gordinha. Resolveu fazer regime e...conseguiu. Força de vontade é tuuuuuuuuuuuuudo de bom!!! Tudo podemos, quando temos vontade firme!chica

* A Mula Sem Cabeça...



A mula-sem-cabeça


Uma história velada
Na cidade era narrada
De uma mula encantada
Que pela praça rondava

Uma mulher se apaixonou
Pelo padre que rezava
Em mula-sem-cabeça transformou
E foi amaldiçoada

Formaram-se grandes confusões
Em torno da mula malvada
Homens ficavam bobões
Mulheres não diziam nada

À meia-noite aparecia
Para a cidade atormentar
Fazia o que queria
Com seu cabresto singular

A mula desembestada
Firme e sem coração
Destruia o que encontrava
De nada abria mão

Sua fúria era tal
Que cambaleou e caiu
O que trazia de mal
Ali se destruiu

A notícia logo correu
Pelos lábios de sábio e tabaréu
A mula se desvaneceu!
Apagou seu fogaréu!!!!

( do baú de minha vó)
Tunin.


Chega a amiga DALINHA e interage...Obrigado,beijos!

De mula-sem-cabeça

medo não tenho não.
Mas pra não correr riscos,
só namorei sacristão.
pois sair desembestada
Sem cabeça pelas estradas
Só sendo assombração.


Dalinha